quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"O SENHOR DE LUTO" - CAPÍTULO DOIS


- RESTAURANTE -
- 2 -
CONVERSA
Ao sair do escritório de Aderbal Macedo, esse se pôs a conversar com o seu empregado, Moacir, sobre a condição daquele homem de meia idade. Para o homem, o senhor ou doutor Edgar Barreto Penteado, de há muito ele o conhecia. Fizeram eles a um só tempo a Escola de Contabilidade e logo em seguida, Aderbal Macedo teve que se separar do convívio entre ambos para cuidar de seus negócios. E Edgar ingressou no ano seguinte na Faculdade de Direito onde concluiu os estudos advocatícios, porém não teve prosseguimento a função de advogado. Homem do mato, por assim dizer, ele tinham o dever de cuidar da fazenda o seu pai uma vez Olegário Penteado teve morte súbita deixando para cuidar a sua esposa, Ana Amélia e seu casal de filhos, Edgar e Clara. A Fazenda Dois Irmãos ficava no município de Macaíba.
Edgar Barreto Penteado era noivo de casamento marcado, com a virgem senhorita Zélia Albuquerque, moça de elevadas prendas moradora na capital do Estado. Ele, moço ainda, construiu uma verdadeira mansão para quando houvesse o casamento. Contudo o destino desfolhou e a pretensão de casar foi por água abaixo. Isso por causa de um incidente havido colhendo a virgem moça por uma enfermidade crucial. A moça sofria de um sopro cardíaco onde a medicina não dava nenhuma esperança de imediata cura. Zélia nascera com uma alteração no fluxo do sangue dentro do coração. Algumas pessoas nascem com válvulas anormais e podem ter o infarto fulminante. Foi isso o sucedido. O homem caiu em um prolongado desanimo e após longo tempo foi possível ele se restabelecer a custa de medicamentos. Por longo período Edgar Penteado fez viagem pela Europa e Estados Unidos. E a custa de um longo cuidado, foi lentamente se restabelecendo. A voltar a sua Pátria o jovem procurou se reestruturar. Com o apoio de políticos, Edgar Penteado conseguiu colocação no Estado estando então na direção da Recebedoria de Rendas. Foi um caso bastante rumoroso o havido. O palacete ficou ao abandono por todos esses anos.
Quando houve o óbito de Zélia Albuquerque, o seu noivo, Edgar Barreto, pôs-se no lamentável pranto e durante tempos e usava roupa de cor escura marcando a sua condição de um senhor de luto. E quem o avistasse comentava à boca pequena ser ele o noivo da saudosa Zélia, por todos a conhecida, dito por ser uma vistosa e elegante dama filha única de um conceituado médico de Natal. A virgem Zélia residia em um palacete semelhante a outro que o noivo construíra para doar como seu presente. O tempo passou até a volta de o ilustre homem depois doridos sofrimentos. Passaram-se anos até a recuperação total de doutor Edgar Penteado. Certa vez, - era o que se declarava – ele teve um sonho onde a virgem o solicitava cuidar dos outros enfermos.  Ela estava bem e queria com ele cuidar daqueles doentes do corpo e do espirito. Foi então ter ele o cuidado de fundar um Centro Espírita onde atendia a todos os que precisassem de amparo. Os adeptos do Centro sempre comentavam da presença de uma virgem toda de branco, igual à vestimenta a que a virgem passou a usar no dia do seu sepultamento. Os poucos videntes comentavam ter a virgem esse traje.  Essa foi a história contada pelo amigo dileto de Edgar Penteado, o senhor  vendedor de terrenos, Aderbal Macedo. O rapaz ouviu tudo e nada comentou.
Na repartição, o doutor Edgar Penteado guardou o seu jornal e se pôs a verificar o assentamento de faturas entre demais negócios. Ele mantinha silencio enquanto os demais servidores do Estado continuavam o seu trabalho se ocupando de cada assunto. O homem de cabeça agigantada falou por seus grossos lábios ser esse negocio de Sindicato uma boa merda. Era o começo do sindicalismo no Brasil. O seu nome era Augusto.
Augusto:
--- É uma boa merda esse negócio de Sindicato. Eu só quero ver. – falou grosso o homem.
Ribeiro, o servidor do Estado, veio até onde estava o doutor Edgar Barreto e ofereceu-lhe café, pois era assim que se gabava de fazer o homem. Se não fosse café, seria alguma coisa para fazer, até mesmo na rua ao lado ou mais distante. E dessa vez, Ribeiro, como sempre, acertou na mosca. O serviçal rodou nos pés e de imediato trouxe uma xicara de café bem quente feito e coado por ele mesmo. E então, Ribeiro se sentiu recompensado uma vez o chefe ter demonstrado bom gosto a sorver o seu café apetitoso. O homem era desse preço. Se fosse possível, ele trabalhava inclusive aos domingos e feriados apenas para servir com bom grado ao seu amado chefe. Após ter servido o café Ribeiro ainda perguntou se estava bom aquele mel coado. Apenas para ouvir o chefe declarar que sim. Nesse ponto, um gazeteiro chegou a Repartição para entregar ao doutor Edgar Barreto o jornal que o advogado procurava de manhã logo cedo na Agencia Pernambucana. De imediato Ribeiro foi buscar o jornal e ainda declarou:
Ribeiro:
--- É o de ontem? – indagou com a cara feia para o gazeteiro
Gazeteiro:
--- Só tem esse. – declarou o gazeteiro arrumando sua sacola e se pôs a caminhar.
O gazeteiro era um homem baixo e gordo e parecia nunca sorrir. Da repartição ele saiu com pressa para fazer outras entregas de jornais do sul do país. E Ribeiro se voltou para entregar ao chefe argumentando ter o homem baixo lhe deixado o jornal somente do dia passado. Edgar recebeu o jornal e respondeu:
Edgar:
--- É esse mesmo. – e colocou o matutino em uma gaveta do birô.
Ribeiro:
--- É esse? Por mim o senhor só recebia jornal com notícias de amanhã. – declarou o homem querendo ser prosaico.
Ao meio dia, Edgar Barreto já estava no Grande Hotel a levar o seu jornal do sul e procurar o que tinha a servir naquela hora do dia ou do início da tarde. Quando menos ele esperava surgiu à sua mesa o senhor Adeodato Rosset,  figura distinta e bom convívio e dos melhores negociantes de veículos novos. O senhor Rosset teceu um bom dia e logo se enturmou na conversa do momento colhendo impressões sobre política brasileira e o fim da recente guerra mundial. Das impressões se chegou ao termo da conversa sobre o doutor Edgar homem cuidadoso e de ótima aparência. O senhor Rosset por fim perguntou ao doutor Edgar Barreto o nome pelo qual se conhecia o centro espírita que ele costumava frequentar.
Edgar:
--- O Centro é Nova Visão. Ele fica em uma Rua da Cidade Alta. Nova Visão é o seu nome. – respondeu o senhor Edgar.
Rosset:
--- Nova Visão! Excelente nome. – disse o interlocutor.
Edgar:
--- E foi um pedido que recebi de alguém. – disse mais o advogado.
Rosset:
--- Ah! E eu posso saber quem foi que teve essa idéia? – indagou surpreso.
Edgar:
--- Isso é preferível não se comentar. Apenas veio do alto. – formalizou o homem apontando o dedo indicador da mão direita para cima.
Rosset.
--- Ah,. Está bem. Veio do alto. E as reuniões quando são feitas? – indagou curioso
Edgar:
--- Hoje é dia. Se vossa mercê estiver presente será uma grande honra. – relatou o advogado.
Rosset:
--- Hoje não sei. Eu tenho negócio a cumprir. Eu sou Maçom e hoje é dia de sessão na minha Loja. Eu tenho compromissos. O senhor por caso deve saber. – explicou com cuidado.
Edgar:
--- Eu sei. Eu tenho outros amigos que são maçons. Eu mesmo em particular não posso ser por minhas atividades com o Centro. – relatou sem meios acertos.
Rosset:
--- Decerto. Decerto. Mas o centro tem diretoria? – indagou curioso.
Edgar:
--- Sim. Presidente, vice, secretários, tesoureiro, Seus vices. E o conselho fiscal – relatou Edgar.
Rosset:
--- Muito bom. Deveras. – comentou o Maçom.
Enquanto os ilustres homens conversavam, um garçom se aproximou e, formalmente fez a tradicional pergunta como já sabendo o pedido de Edgar. Porém tinha o outro convidado, se fosse, e por isso o garçom ficou meio encurvado, com as mãos para trás de tal forma a se notar muito bem. O garçom era um homem ainda moço, dos seus 35 anos por assim dizer. De cor alva, porém de uma palidez franca e quem o olhasse com mais rigor pensaria ter ele a cor um pouco morena, pois a sua palidez lhe fazia uma cor clara. Ele usava um bigode muito fino, a cabeleira escondia uma proeminente calvice tão logo a mais idade aparecesse. Homem magro e ligeiramente de pouca altura, o garçom tinha uma voz tranquila e alguém que o olhasse não saberia dizer ao certo de onde ele era ou quando nasceu deveras. Talvez um cearense, por certo.
Edgar:
--- O que tem hoje. Do melhor. – indagou com solicitude o advogado.
Garçom:
--- Temos peixe, crustáceos, e carne de gado. – falou tranquilo o garçom a olhar bem para o convidado.
Edgar:
--- Fígado?  - interpôs o homem.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"O SENHOR DE LUTO" - Capítulo Um -

- HOTEL -
CAPÍTULO UM
INÍCIO
Eram oito horas da manhã de uma segunda-feira e Edgar Barreto Penteado pronto da cabeça aos pés teria que deixar o Hotel onde morava e se preparava para sair. Ele trabalhava na repartição do Estado, logo a frente do Hotel, porém acertaria outros afazeres como buscar os jornais do sul antes de ingressar no prédio da Recebedoria de Rendas, um edifício de dois andares, sendo um térreo, a se estabelecer na esquina da Avenida Duque de Caxias com a Rua Sachet, em Natal, a capital. Antes de se por ao largo, Penteado, como todos o chamavam, olhou com perfeição a posição do seu chapéu já posto na cabeça e utilizou um pouco de água de toalete em seus pulsos e pescoço. Enfim, pôs um sinal de que estava tudo bem. As janelas do quarto estavam atravancadas e o rádio desligado. Por risco, ainda verificou o armário de roupas. E estava tudo em ordem. No saco, estavam as roupas usadas. Essas, a dona do Hotel estaria a encomendar a lavanderia do próprio Hotel. Ainda roteou para verificar se tudo estava prefeito e, com certeza disse apenas:
Penteado:
--- Bom. Está tudo em ordem. – comentou em sussurro o homem.
De súbito, alguém bateu com vagar a porta de entrada (e de saída, pois havia apenas uma porta) e o homem de meia idade, aproximadamente os seus cinquenta anos, acudiu e foi ver que estava a lhe chamar a hora em que teria que sair. E de pronto, viu a gorda mulher ao lado de fora. Ela a reconheceu de imediato. A dona do Hotel. Ele não fez questão em ouvir o que a mulher tinha a declarar. E então respondeu de uma forma sutil;
Penteado:
--- Pois não? – respondeu o homem ao abrir a porta.
Do lado de fora, a mulher lhe respondeu com uma voz macilenta.
Almerinda:
--- Eu tenho novidades para o senhor. Uma mocinha. A que horas? – indagou em tom suave a mulher.
Almerinda era o seu nome. E o seu porte bastante gorduchinho declarava que ela um tempo foi mulher de cabaré. Naquela hora Penteado nada pode declarar. Disse apenas da reunião do Centro Espírita e apenas chegaria depois das dez horas da noite.
Penteado:
--- Depois das dez. Eu tenho sessão no Centro. – declarou o homem como quem não queria saber de uma companheira de ocasião.
A mulher teceu um riso sem graça e logo afirmou.
Almerinda:
--- Está bem. É a melhor hora. – reportou a mulher e logo se despediu.
Com isso, o homem saiu do Hotel rumando para onde funcionava a Agência Pernambucana, na Avenida Tavares de Lyra onde apanharia o jornal do sul do país. Na calçada da Rua Duque de Caxias ainda se encontrou com outro homem. Esse falou da estocagem de algodão para ser feita a exportação e coisas mais sem nenhuma importância. De imediato, o senhor Penteado se despediu e buscou o que estava à procura tão logo chegasse a Agência após o casual encontro. Bom dia a um, como tem passado a outro e Penteado se deslocava com pressa, pois na medida do possível ainda passaria por um escritório de Aderbal Macedo, homem de negócio de compra e venda de imóveis. Ambos eram amigos de longas datas sendo Penteado mais velho que o seu agraciado. A passar pela esquina do Café, Penteado não notou ninguém de suas relações de amizade. Logo à frente estava a Agência onde o homem prozaria com o seu dono, Luís Romão, a respeito de alguma noticia qualquer. A ingressar na Agência foi cumprimentado por seu dono e a conversa foi muito rápida. O avião atrasou e os jornas não chegaram.
Romão:
Tenho aqui os de Pernambuco. – ressaltou o homem para tirar alguns trocados de Penteado.
Penteado ficou descontente, mas aceitou a oferta alegando:
Penteado:
--- Quem não tem cão caça com gato. – responde Penteado pouco entristecido
Romão:
--- Mas tenho o numero desse mês de A Cigarra. Queres? – indagou sorrindo o vendedor.
Penteado:
--- Nem formiga. – respondeu angustiado
Nesse ponto entra na Agência um empregado de Luís Romão. O homem, com roupa suja de graxa a delirar informava a seu patrão.
Empregado
--- A outra lancha bateu também o motor! – disse o empregado de forma bem aflita.
Romão
--- Logo duas? – indagou vexado o empregador.
Instantes após Edgar Barreto Penteado estava no escritório de seu bom amigo Aderbal Macedo, onde folheava o seu jornal do domingo para não ler coisa alguma. Todas as matérias eram vencidas, trazidas da sexta feira ou mesmo do sábado. As matérias de Natal, também eram escassas. E nada por nada ficava em nada. Aderbal indagou como estava a fazenda de Macaíba. O homem se refez de sua mudez e responde ter feito bons negócios com o gado e frutas. Sua mãe não foi à Fazenda Dois Irmãos. Talvez pela idade avançada da mulher.
Aderbal.
--- Qual a idade? – indagou o amigo.
Penteado:
--- Setenta e oito. Está ficando idosa. – respondeu o homem com o rosto tenso
Aderbal
--- Uma boa idade. Mas tem gente com 100 anos e nem se queixa. – falou o amigo fazendo suas anotações das casas.
Penteado:
--- São poucas. Bem poucas. – respondeu Penteado continuando a ler o que já estava conhecedor.
Aderbal
--- A minha bisavó morreu com mais de cem anos. Era uma mulher de pouca estatura, porém bastante forte de amarrar touro. – respondeu com a cabeça abaixada fazendo os seus cálculos.
Penteado:
--- Tem um relatório divulgado mostrado que o ser humano vai viver até 200 anos. Imagine! – argumento o home todo bem vestido com uma roupa de linho.
O chapéu que Edgar Penteado usava era do tipo Panamá de aba longa. Sua roupa era de linho e não dispensava a gravata, o cinto, meias, sapatos, camisa e jaqueta. O homem era impecável no seu vestir. No bolso de trás, a carteira de cédulas. No bolso do paletó a carteirinha de moedas. O cindo de couro de jacaré e os óculos para serem limpos a cada instante. No bolso interno do paletó não faltava à carteira feita de metal dourado para guardar cigarros, muito embora o homem não fumasse. Um relógio Ómega pendurado por uma corrente era o trato do esmero adequado. Esse relógio era usado do bolso interno do bolso do paletó de cor branca como todo o restante de sua indumentária. A certa altura, Aderbal indagou ao amigo.
Aderbal:
--- E o carnaval? – indagou o homem se referindo à festa de Momo.
Penteado.
--- A turma está animada. Lança-perfume Rodouro é o toque da moda. Eu creio que vou com a minha mãe, a irmã e a filharada passar esses dias na fazenda. – respondeu a reler as notícias jornalescas.
Logo após esse conversa Edgar Penteado se despediu, pois já estava chegado às 9 horas da manhã, quando tinha início o atendimento ao público com a prestação da venda de selos para as notas fiscais pelos senhores do comércio. O senhor Penteado, formado em contabilidade e advocacia era o chefe da repartição onde as pessoas buscavam as estampilhas para selar a sua documentação de venda. Na Recebedoria de Rendas trabalhavam cerca de vinte funcionários e ainda tinha mais um auxiliar de nome Ribeiro que atendia a todos os serviços prestados. Um impedimento havido era quando chovia bastante da Ribeira e em toda a Natal. Especialmente na Ribeira, o trecho onde ficava a Recebedoria sempre virava um lago com todas as águas da chuva a escorrer para a parte baixa vindas de outros bairros como a Cidade Alta e Petrópolis. Todos esses ficavam em uma parte alta da cidade. Não raro, o senhor Edgar Penteado se via forçado a pisar na água da chuva para poder chegar à Recebedoria. À frente do edifício, tinha a Praça Augusto Severo onde se depositava o aguaceiro vindo do bairro da Cidade Alta. Aquele estado era uma calamidade onde nada se podia fazer. O Teatro Carlos Gomes ficava em uma parte baixa e também sofria com tremendas inundações. Igualmente era a Escola Augusto Severo. Se chovesse forte em um dia qualquer os alunos gazeteavam as aulas.
 
 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"VIDAS PASSADAS" - PARTE 14 -

- ALTAR DE SÃO PEDRO -
- 14 -
E quando durante certa vez brincava no parque nos brinquedos existentes, como o balanço e o escorrego, Carlos, pai de Noélia, resolveu pegar de surpresa a Amanda, o espirito que ainda estava incorporado na sua filha. Ele perguntou a Amanda de onde a menina viera, e a resposta foi sincera. Ela estava naquele corpo vindo de muito longe conduzida por sua mãe – a mãe de Amanda – Ao indagar o paradeiro da mãe da criança a menina respondeu ter o espírito da mulher se ido para outra dimensão e deixando Amanda inteiramente só. As indagações continuaram querendo Carlos Torres saber por que a criança ficara e a criança nada respondeu ou por não saber ou por não entender ao certo. Mas aceitou o convite do homem de brincar em desenhar. E começou a menina a brincadeira do desenho, fazendo uma figura  de sua própria casa.
Então Amanda desenhou a casa. Desenhou a outra menina e a sua própria mãe. E tudo isso com suas roupinhas e seus cabelos longos. Com relação à mãe da criança, ela respondeu ter saído para muito longe. Em um lugar bem quente e muito escuro. Carlos falou que a menina precisava seguir com a sua própria mãe para esse tal lugar. E disse-lhe não poder ficar nesse outro corpo uma vez que aquele corpo não  era o seu. Mas a criança em resposta declarou ter sido posta por sua mãe. Indagada por que a menina veio assim sem nenhuma explicação. Ela respondeu ser preciso “matar esse corpo”. Então Carlos Torre respondeu ser isso imprudente, pois teria que “matar” um corpo que não era o da menina. Ela estava vivendo no corpo da Noélia.
O tempo passou. A criança foi dormir deitada em uma espreguiçadeira. Foi quando despertou aos gritos pedindo ajuda do seu pai. Era então Noélia. A virgem moça reclamava estar sendo esganada com uma brutal força espremendo sua garganta. Como todo o esforço possível, Carlos mesmo assim não conseguia expulsar o espírito obsessor de cima da sua filha. De imediato, o homem deixou tudo para ligar para o Padre Manoel falando de que a sua filha estava sendo enforcada por um espírito obsessor:
Carlos:
--- Ela vai matar! Estou perdido! Que faço agora?! – reclamou ao desespero.
De imediato, o padre Manoel seguiu para casa de Carlos e chegado da residência ainda encontrou Noélia a suportar com toda força o poder da criatura sobre o seu corpo buscando tentar sufoca-la a todo preço.
Padre Manoel:
--- Pedi para falar com a Noélia. A Noélia procurou a falar em uma língua estranha. E como pude ouvir, não tive dúvidas de que era uma manifestação clara que a Noélia não estava segura em casa. Geralmente, quando repetimos um exorcismo às pessoas se recusam a voltar. E resistem. Isso não foi à primeira. Mas a segunda vez. Pelo olhar e pela postura dava pra ver a inquietação e que ela (Noélia) não estava ali (na Igreja) por vontade própria.
E o padre estava na Igreja acompanhado pela doutora Solé que de imediato foi vista com bastante desconfiança por a moça Noélia. Notava-se que em corpo estava o seu espírito obsessor da outra menina, Amanda. O sacerdote Manoel de imediato com pressa declarou que a médica acompanhará no exorcismo. Estava presente também a mãe, Fabiana e ouviu o padre falar ter a preocupação de garantir a saúde de Noélia. E de imediato o ritual teve início com os poucos circunstantes presentes ao ato. Ao colar sobre Noélia os paramentos religiosos, a virgem moça se estremeceu aos ensurdecedores gritos. O Padre Manoel com toda sua força estigmatizou o espírito que se incorporou no corpo de Noélia. Em meio a tamanho desespero a gritante força do mau não se deixava levar por inúmeras orações e ação do sacerdote ao clamar pela força divina contra os diabólicos e poderosos esforços estranhos.
Padre Manoel:
--- Poderes satânicos! Afastem-se inimigos infernais! Eu vos expurgo forças diabólicas! Em nome do poder de Jesus Cristo.
Amanda:
--- Eu não vou sair! – gritava a demoníaca entidade.
Então o padre recomeçava porque a entidade não parava de gritar e a falar ser ela o poder do mau.
Padre Manoel:
--- Naquele momento nós sentimos que tínhamos chegado ao fim daquele processo  com a Noélia.
Após a temível solenidade litúrgica o sacerdote ofereceu um copo de água benta a sua virgem adolescente. E ele lembrou ter Deus ao lado de todos os circunstantes. Houve uma recepção ao retorna a casa onde Noélia recebeu efusivos abraços da família inteira. A noite chegou, mas trazendo maiores inquietações a Noélia. Ao ouvir passos incorretos, a virgem adolescente foi ao encontro de outra entidade. Era a mesma entidade a qual viera para talvez se despedir. Sua mãe estava próxima e segurou a filha pelos ombros e a levou para o interior da sua habitação. Por vezes, Noélia reclamou ter aquele espirito a lhe incomodar outras vezes. Com rumorosa  continuação, as manchas de água na parede sumiram de vez. Era sabido ter Noélia Torres voltado a sua existência normal cheia de plena alegria. Com  passar dos momentos ingloriosos, a virgem moça voltou ao convívio com as pessoas. Hoje, a sua mãe Fabiana Torres diz acreditar em tudo o que se passa com os entes mortos ou vivos.
Esse caso foi um entre vários outros acontecidos no Brasil. No entanto tem quem indague por não se ter falado em outros casos havidos até mesmo em Natal. Acontece que há bilhões de espíritos no mundo. Em recente pesquisa contou-se 20 bilhões de serem desencarnados ainda por vir encarna em outros corpos. Um dado importante nesse fato das três mulheres – sendo duas meninas – foi a não resposta de onde esses seres vieram. É provável que eles tenham vindo da própria família de tempos atrás. É um caso a se rever. É óbvio que em uma família há sempre um que desencarna e, provavelmente, por um descuido qualquer. Esses três seres desencarnaram pelo motivo de morte acidental. Eram três seres desencarnados. Um ser se identificou. Porém os outros dois não se falou quem era. A busca de um histórico familiar pode se conseguir uma resposta. Tios, avós, sobrinhos e outros mais de um tempo muito remotos. Nota-se a procura de três pessoas mortas por uma moça. E que se incorporam em um ser vivente. Tem-se a questão de um ser pedir a volta da moça. Então fica a questão do por que. Há muitos seres que em vida, certa vez, morreram por um caso aparente deixando de lado uma vida que era por demais importantes para os três. Ou mesmo de a moça tivesse culpa na morte súbita daquelas três pessoas. Há uma vingança por trás desse jogo. Ou apenas uma cobrança para que a virgem moça Noélia viesse também para o convívio dos demais. O “escuro” que o ente falou não cabe a responder. Ao se indagar qual “escuro” pensasse em “inferno”. Mas não há inferno. Há Terra. E será que Noélia empurrou para a terra as três vitimas? E por que as duas outras não falaram em “escuro” ou “trevas”? O escuro afirmado pelo espirito de Amanda nada mais pode ser do que a “ignorância” na escuridão da mais remota antiguidade.
Outra questão pertinente: Os três espíritos vieram com roupas antigas. Então se questiona de onde vieram os tais espíritos? Se as roupas eram tão antigas é porque esses espíritos vagavam pelo mundo a procura de Noélia (provavelmente tinha outro nome de identificação) para que a virgem adolescente voltasse a viver com as três vítimas do desencarne. Ou causa da culpa em deixar as três almas sucumbirem ou porque foi ela a verdadeira autora do desenlace. O padre Manoel, certa vez, disse que Noélia não estava “segura” em sua casa. E por que o padre falou em segurança? Talvez o padre Manoel fosse alguém da família em épocas passadas. Segurança quer dizer “confiança”. E a falta de um homem a acoplar a família dos seres mortos é outra questão a se questionar. Quem era o pai das duas meninas? Onde ele está agora? E por que não aparece? Caso sumamente estranho. Com certeza o pai está no convívio de outra família que é dele também. Os espíritos procuram a convivência com a própria família quando eles eram vivos. A procura da mulher com roupas velhas e mal cheirosas pode ser de uma antiga geração. É bom se notar que os espíritos deixam aquele novo corpo onde se abate. Mesmo assim, não seguem em frente. Eles vivem no mesmo lugar onde sempre procuraram estar.
Nós, vivos, sentimos a presença de nossos entes – queridos ou não -. Eles se manifestam nos sonhos e vivem conosco nas nossas vidas. Um caso que justifica a causa das três visagens é a questão do sexo. É comum se falar que, quando se morre o espirito de desencarnam. E ao se indagar se ele segue como um ser assexuado. E a afirmação é sempre positiva. O espírito não tem sexo. Essa questão põe em dúvidas casos de acontecimentos onde casais se voltam à vida para se juntar novamente: homem e mulher. Outro caso a comentar: Amanda aceitou o convite de Carlos Torres em desenhar a sua casa. Mas não identificou o local. Apenas disse ser um lugar muito quente. Como a garota falava no fluente português há de se pensar: um lugar muito quente pode ser o nordeste do Brasil. Como a garota estava distante da sua casa, certamente era no sul do país onde o drama se desenrolou. Agora tem outro fato: a garota que fez o papel de “Noélia” (Alessandra Puller) é semelhante à atriz Linda Blair (no papel de Regan MacNeil) do filme O Exorcista, norte americano do ano de 1973. As garotas tem idade semelhante: 12 anos.  
 

domingo, 6 de outubro de 2013

"VIDAS PASSADAS! - PARTE TREZE -

- ESTÁTUA -
- 13 -
Após o estado de pânico a sacudir a garota Noélia com mais impacto possível, a sua mãe, Fabiana, conseguiu controlar a garota e deu-lhe medicamento para poder conciliar o sono a custa de calmantes indicados pelo médico. Porém em um ligeiro instante a mulher notou algo misterioso aplacado na parede do quarto. E quanto sal falou ao se esposo que estava a lavar o chão sujo de comidas e restos pratos, xicaras e outras coisas mais. De momento Fabiana indagou a Carlos se observara o quarto de sua filha enferma. O homem respondeu positivo achado estranho às marcas na parede. Carlos ficou de olhar com mais calma no dia seguinte. E a conversa terminou nesse ponto. Porém, como de surpresa, Fabiana sentiu a presença de um vulto como sendo de alguém a passar depressa. Quando o casal de filhos que ainda estava acordado e passeava para pedalar de bicicleta à frente de sua mãe a mulher ouviu com surpresa um alarme de terror. A cortina da janela sacudia como se alguém a tivesse pulado pelo amplo vão. As duas crianças saíram a correr de casa adentro e a gritar por sua mãe. A família em peso tornou a afetar pelas visões até então impostas apenas à filha mais velha. As imagens perturbadoras eram de modo generalizado. A menina menor chegou a relatar ter visto uma mulher morta. Disse a menina ter a mulher com certeza a esticar a mão e o braço para a garotinha e depois a viu cair ao chão pelo lado de fora. Enquanto a avó punha a culpa nos programas de televisão, os menores saíram da presença de sua mãe e voltaram aos seus quartos.
No dia seguinte o pai dos menores estava a escavacar a parede onde estava a mancha e chegou a brigar com a sua esposa por estar deixando a casa úmida a enigmático ponto de ser até manchada de água. A residência onde a família morava era bastante ampla e fartamente gelada havia a necessidade se de ligar o aquecedor com a umidade chegar até a parede dos cômodos. Nesse ponto Fabiana se exasperou alegando estar a Noélia assustada e as duas crianças a mais estavam vendo mortos e o mofo chegava até a parede e ela não podia suportar de ter culpa de todo o acontecido. O caminho destinava a um futuro triste porque foi como ficou com as manchas na parede. Um caso sombrio e triste.  O  homem, Carlos, se desculpou pelo entrave ocorrido. Ela alegou não ter dormido a pensar em fechar o restaurante com o qual mantinha a família porque nesse caso, a Noélia continuava indo de mal a pior e ele não mais suportava a vida em um caos.
Foi num instante como esse onde as crianças correram casa adentro e foram até o quarto onde estava Noélia. A moça ameaçava se jogar ao chão de cima da parede por a abertura da janela. Os rogaram a filha maior não se jogar ao chão, pois a morte era certa naquele espaço da casa. A jovem moça advertia ao seu pai não ter medo de levar umas pancadas e desafiava a Carlos a lhe surrar. Ante a ameaça do seu pai em ir para o quarto de Noélia, a mocinha ameaçou novamente a se jogar ao chão. Nesse momentoso instante a avó de Noélia conseguiu abortar a intenção da garota de se jogar ao chão indo com cuidado salvar a vital tempestuosa intenção
E o tempo foi seguindo os seus instantes das coisas simples e vivas. As flores brotavam nos canteiros do pomar a casa grande e a mocinha Noélia juntava-as com a sua avó materna levando em conta dias passados com as ilusões dos mestres, psicólogos e psiquiatras. E tudo isso era em vão, pois a ajuda clamada na chegava de modo algum. Sentia-se ter a casa virado um hospício quando as imagens surgiam e desapareciam de um momento para outro. Certa vez, Noélia se viu entretida a desenhar com um lápis as três horrendas figuras da mulher e as suas duas filhas. Nesse instante um clamor se abateu na saleta onde a garota estudava. Um caso inusitado foi testemunha de seus dois irmãos. Um equipamento de som, sem mais nem menos se ligou automaticamente. Apesar de Fabiana pedir a ação de quem pudesse ser, de baixar o som do rádio, esse insistia em ser muito alto. Por seu lado, Noélia gritava que os seus irmãos passem de aumentar o som. Em certo instante um vulto de luto passou por perto dos dois garotos e entrou em um vão de outro quarto. Em desespero a garota rogava apenas ter o fantasma o dever de deixar todos em paz. Ao ser abordado por sua mãe a indagar com quem Noélia estava a falar, essa respondeu ser o fantasma. Ele não deixava ninguém em paz. Noélia tentava explicar não ter aumentado coisa alguma. Isso era ação do espectro.
O rádio de forma enigmática se auto ligava a tocar qualquer música. Se alguém se destinava a cozinha, o equipamento começava a emitir sons estridentes. E apenas silenciava quando se retornava bem próximo. Fabiana, a mãe da família, apenas acreditou no fato quando o som foi gravado por um telefone celular do seu filho. E, ao desespero, a mulher ligou para o marido a solicitar o seu empenho em voltar de imediato para a sua casa. No interior do seu quarto, os três irmãos discutiam o fato. Noélia indagou dos seus irmãos se eles viram “Amanda”, uma menina pequena. Essa menina estava entre as entidades sobrenaturais. Diante de tal afirmação, o irmão de Noélia aventurou declarar em se tirar umas fotos das aparições quando essas tornarem a surgir.
Os garotos começaram a tirar fotos dos locais indicados por Noélia e por trás das fotos dava para ver como se fosse uma forma de personagem de cara branca “sem olhos nem nariz”. As crianças ao postar as assombrações, ficavam atônitas por não saber explicar esquisitas formas. A família Torres vivencia fenômenos inexplicáveis. E para todos Noélia vive em seu tenro corpo e a acompanha em todos os lugares. A mãe de Noélia dava-lhe os medicamentos nas horas certas e, certa vez, se achou bastante preocupada quando viu a foto tirada horas antes e dava para ver que na parte de seus olhos era como de uma pessoa morta. E podiam-se ver com precisão os olhos de uma pessoa falecida. Onde estava seu nariz, podia se enxergar outro nariz sem ser o seu e de cor arroxeada em volta.
Em certo instante um copo d’água tremeu sobre a mesa onde os garotos estavam. A mãe, Fabiana Torres observou a ação do cristal. E todos em volta também olharam o cristal a tremer até o momento em que caiu ao chão. A mulher, a partir desse momento, começou a conversar com as suas amigas. E essa recomendava a chamar o sacerdote para benzer o que estava a ocorrer em sua moradia. Então a mulher falou com o esposo para uma ação religiosa em sua habitação. Certo dia, Noélia acordou bem cedo, seis horas da manhã, e trocou de roupas indo para o Templo religioso. No entanto, de imediato a garota reclamou estar a se sentir mal com uma sensação muito forte em sua cabeça. No entanto, o pai conduziu sua filha ao Templo indo sentar no banco da frente. Mas, a sensação de angustia tédio tomou conta de Noélia ao ouvir o sermão e a música orquestrada a tocar. A ação do seu pai foi de pedir calma a sua filha, pois na Igreja nada vai acontecer de mal. Porém, quando o padre celebrante consagrou a hóstia, a moça entrou num verdadeiro transe. O desespero se aplacou naquele virtual momento com Noélia ao desespero e a assistência assustada com  os gritos de pavor e danação. O sacerdote, em espanto, com a hóstia santificada, tremia pelo desespero acudido durante a sua celebração domingueira. O horror perpetrado pela virgem moça era fantástico promovendo um escândalo em todos os religiosos. Em desmedido instante Noélia invadiu a parte do centro onde o padre era o celebrante bradando que todos se fizessem sair daquele desprezível local. A ação do sacerdote em conter o avanço da moça, foi em vão, com Noélia atirando ao chão o sacerdote. Era um caso patético o todo envolvido com as pessoas a sair em debandada pelo feito da virgem moça. Era o terror que se aplacava.
Geralmente o que chama mais atenção no caso do exorcismo é a força descomunal que uma pessoa adquire desproporcional ao peso e a altura e que no caso se chama de sansonismo. O sacerdote então sobre a cabeça da enferma a deitando do chão iniciou a sua prática da oração com o Pai Nosso diante da terrível aflição da virgem moça. Perplexo, o pai Carlos Torres não sabia no que pensar diante de tanta maldade de sua filha. Invocou a proteção divina para acalmar a exasperada moça então nas mãos do sacerdote
Padre Manoel:
--- Então eu me aproximei imediatamente com a estola na bolsa que é autorizada em exorcismo e quando entendi o nome que a menina estava gritando naquele momento que no caso era “Amanda” e que era uma presença espiritual que atormentava a menina eu comecei o exorcismo.
Padre Manoel: (Exorcismo)
--- Espírito imundo, poder satânico, perigo infernal ingressa para o lugar preparado para ti.
Padre Manoel:
--- Então repetimos a mesma oração. E naquele momento saíram duas vozes diferentes da menina o que ficou claro pra mim que só podiam ser sons provenientes das duas entidades que estavam presentes no corpo dela
E após esse exorcismo feito no Templo Católico padre rezou com todos os ainda presentes a oração que Jesus ensinou a todos os seus discípulos: o Pai Nosso.  Após esse crucial momento o pai, Carlos Torres, levou o Sacerdote até a sua residência onde se mostrou desenhos de três imagens feitas a lápis em folhas de caderno, com três figuras esqueléticas vestidas de luto. A virgem moça tinha concedido historias importantes. As de que três criaturas moraram dentro dela. Os três espíritos. E naquele momento o padre tinha conseguido expulsar dois espíritos. Os mais fracos. Os espíritos que sempre saem primeiro. Está em Noélia o espírito de Amanda. Ele será o mais difícil de expulsar. Para isso o padre solicitou para que Noélia mais uma semana de recuperação dos males feitos pelos dois espíritos maldosos. Então, o seu pai teria de levar Noélia de novo à Igreja Católica dentro desse prazo.
O espírito da criança começou a se manifestar e a brincar por sentir falta de sua mãe. Nesse meio tempo os pais de Noélia não sabiam ao certo com quem falavam. Às vezes Noélia e às vezes era Amanda. A personalidade mudava e Noélia voltava há ter oito anos. Às vezes brincava no balanço ou no escorrego do parque. Então o pai de Noélia resolveu chama-la de Jô para evitar dúvidas com ambas às personalidades.

sábado, 5 de outubro de 2013

"VIDAS PASSADAS" - PARTE DOZE

- SEPULCRO -
- 12 -
Uma criança de sete anos morava em Natal (RN) e todos os dias sentia a aproximação mesmo estando acordada de um vulto misterioso de um menino de idade semelhante. A menina corria para os braços de sua mãe sempre a apontar estar o menino ali pertinho dos dois – filha e mãe – Com o passar dos dias apareceu um vulto de mulher, essa querendo esganar a menina parecendo tê-la culpado de algo terrível, hediondo, cruel. E nesse momento, mesmo a segurar a filha, a mãe não tinha forças para contê-la. Apesar de chamar o pai, esse segurava a sua filha e a menina partia em desespero para esganar o homem. O fato ainda continua sem a mãe saber a quem rogar. E ninguém se diz ajudar a menina. Esse caso, apesar de ser raro, é muito simples de se resolver. Em momentos distantes, outra garota gritava como sendo assombrada por uma mulher a lhe esganar. Esse caso ocorreu na zona norte da Cidade do Natal há mais de vinte anos. Eu fiz essa introdução para poder contar outra história. Em nosso mundo, pessoas comuns são testemunhas de fenômenos extraordinários. E assim tornam-se protagonistas do inexplicável. Noelia, uma jovem de 15 anos, sofre com enjoos constantes. Seus pais – Carlos Torres e Fabiana – procuram ajuda médica sem nenhum resultado. A família de Noélia só não imaginava que o problema era bem mais complicado
Certa vez, Noélia teve uma crise de vômito em uma escola a qual frequentava. Desse ponto em diante, a garota consultou uma médica informando ter seu anormal estado se apresentado com bastante frequência nos recentes dias. Ao ser ela indagada pela médica, a mocinha então silenciou não querendo falar sobre seu estado anormal e normal. Nada falava se estava com temor, se havia crises durante a noite e mesmo se sentia fome. Com o rosto tecendo a forma de quem quer partir para cima da médica, ela não falava de nada e nem das amigas da escola, das festas e de brincadeiras. À procura de maior auxilio, a médica ligou para a mãe de Noélia informando ser a psicóloga da escola onde a moça estava matriculada.
Mas aquilo não era tudo que parecia ser, pois Noélia não era como a menina de sua idade. O mal-estar fazia parte de sua rotina acompanhada de uma estranha apatia. Tão logo soube do caso a mãe da mocinha foi depressa para o estabelecimento de ensino onde a professora se pôs a indagar sobre a situação da garota a não parecer tão bem assim, pois não se comportava como as garotas de idades similares. Então, Fabiana foi orientada de vez a conversar com os psicólogos da própria escola. A questão de Noélia vinha sendo observada há bastante tempo. E o que despertou a atenção e mais preocupa psicóloga e professores tanto era a sua saúde bem como o comportamento escolar. A psicóloga indagou se Noélia estava com algum problema em sua casa e a mãe Fabiana respondeu de nada saber a esse respeito. Apenas a garota fica estranha e apática como sem querer se alimentar ou não querer ir à escola alegando apenas estar cansada, sem forças. Os pais tentaram perguntar algo a esse respeito e nada ficou comprovado.
Ao sair do estabelecimento de ensino, a sua mãe Fabiana indagou de Noélia se havia algo a comentar e a garota simplesmente se tornou taciturna sem conseguir falar e não sabia a razão desse distúrbio emocional. A garota se mostrava abatida e nem sequer dirigia a fala a sua mãe. Ao chegar a casa, a mocinha foi para a sua cama onde aparentemente adormeceu. No entanto, tão logo Fabiana, a mãe da menor, deixou o quarto algo sem sentido ocorreu. Uma mancha escura surgiu na parede do quarto e nova fase de vômito se acercou de Noélia. A mãe sentiu o desespero da moça e notou ter essa náusea insistido com maior intensidade e sempre ao se levantar, logo cedo, pela manhã. E então buscou todo tipo de exame e não dava nada. Ninguém o que a garota sofria. Em um dos especialistas, o médico tentou identificar as causas dos vômitos pelo ultrassom. Além do mais o médico especialista pediu exames de sangue, eletrocardiograma e nada pode confirmar. A família de Noélia enfim retornou a sua casa sem qualquer resultado aparente.
Certa noite, a jovem ouviu algo. Eram como pisadas ou batidas de palmas.  Isso que lhe deixou mais assustada ainda. No quarto onde estava a estudar as lições, Noélia se levantou em meio a apreensão e temor a procura de quem estava a fazer tal barulho. A casa era uma modesta residência de classe média com os seus corredores e quartos ao longo do espaço. Nas paredes havia quadros em molduras e a luz neon quase apagada. A caminhar solitária e de imensa precaução a jovem moça dos seus 15 anos queria descobrir de onde vinham tais barulhos. De imediato Noélia correu assuntada em verdadeiro pânico ao sente o perfume nauseabundo de coisa velha. Talvez fosse um homem ou uma mulher. Ela retirou toda a sua roupa que usava naquele instante e a gritar do socorro para todos os cantos entrando assim no banheiro. Aos gritos indagava a razão do impactante odor. Todos em casa – Carlos e Fabiana – acreditavam ser um odor de gente muito velha. Mesmo lhe tirando a roupa, ainda assim dava para sentir aquele cheiro asqueroso. E o tempo se foi sem nada acontecer. Mas um dia, em plena noite quando todos em casa dormiam o imprevisto ocorreu.
Uma mulher com seus dois filhos, sendo uma menina de pouca idade, deixava no local de trabalho da jovem Noélia um retrato desenhado à mão. No dia seguinte, logo cedo da manhã, Noélia saiu com o seu pai, Carlos, em direção ao colégio. Ela e os seus dois irmãos: uma menina mais nova que Noélia e um garoto dos seus dez anos. Naquela ocasião, Noélia, no banco da frente do carro, indagou do seu pai se podia contar uma história. Era apenas a história de não querer ir para o colégio porque se sentia cansada e com pouca energia em seu corpo de menina moça. Apesar da insistência da garota o seu pai – Carlos – não acreditou nas desculpas alegando ter o seu medico diagnosticado tudo bem com a jovem moça.
O homem a deixou no estabelecimento de ensino, mas não se sentiu bem de forma alguma tendo ficado a pensar nas poucas horas a seguir o seu itinerário para o seu trabalho. Embora estado a dirigir um veículo novo, tudo era confuso para o seu estranho raciocinar. Nesse incerto momento, Carlos voltou à escola para ter um dialogo com a diretoria do colégio. Naquela confusa ocasião Carlos pode ver Noélia sentada em um canto plenamente isolada dos demais alunos. Enquanto os garotos sorriam e brincavam, Noélia se ofuscava plenamente só e com a sua cabeça abaixada voltada para o chão.  Nessa ocasião, Carlos a levou para casa, pois não podia ser atoa tudo aquilo acontecendo com a menina moça.  A Noélia não queria se enturmar com as amigas do seu estabelecimento de ensino.
No entanto, como uma prima fazia o curso de manequim com aula de teatro bem perto da casa onde Noélia residia os seus pais decidiram de Noélia poder sair com a sua prima para se aprimorar nesse curso onde o gerente a convidou para o trabalho. Era um lado da socialização por assim dizer. E o curso de manequim ajudou Noélia eliminar seus dias de angústias. Tudo parecia ter voltado ao normal. Em volta de gente mais afinada, Noélia logo se refez. Com as fotos, ela brincava de modelo e manequim para a satisfação do agente de publicidade. O sorriso voltou a aflorar a face meiga da jovem moça. Mas a beleza durou pouco. Um dia, quando voltava da aula de modelo e fotografia, o pânico tomou conta de Noélia. Os três fantasmas, a mulher e seus dois filhos, estavam no corredor a espera-la. Nesse instante, Noelia entrou em desespero. Era uma visão aterrorizante. As três horrendas figuras a olhar para o alto traumatizou Noélia. Em correria, ao desespero, a jovem saiu em repentina debandada a procura de sua mãe. Noélia a encontrou na cozinha de sua casa e, quase sem folego, apontou para um corredor onde as figuras assustadoras estavam a sua espera. As mesmas figuras do desenho.
Os fantasmas do corredor estavam postados na porta do quarto da menina moça. Uma mulher de cabelos compridos e duas meninas, talvez as suas amadas filhas. Os três fantasmas vestidos como antigamente, de muito tempo atrás, já não estavam mais no seu local. A mulher mais velha tinha cabelos compridos, grandes, pretos, rosto pálido. Era uma assombração a dama idosa, tão velha quanto o tempo, com suas duas filhas também vestindo roupas muito velhas. Dias após, Noélia voltou ao colégio, mas assombrada do que antes, procurando decifrar todos os enigmas postos à sua frente. Nem se importava com o grupo de crianças a sorrir e a cantar casos e coisas de crianças.
Mas a garota não reconheceu ninguém naquela casa de ensino, apesar de ser bem aceita por todos os seus amigos e o próprio homem que dava entrada a todos os garotos. Apesar do pai – Carlos Torres – conhecer a todos, a mostrar até mesmo o guarda do portão, o porteiro Francisco, quem a cumprimenta todo dia. Nem assim, a mocinho o reconheceu de fato apenas querendo partir para a sua casa. Após esse terrível momento, a família procurou um psiquiatra e o motivo aparente seria um “transtorno de personalidade”. O pai, sem noção do caso e do que fazer indagava como criar uma filha “doente”. E teve inicio ao tratamento de transtorno de personalidade administrando os medicamentos prescritos. Contudo, Noélia teve a sua situação de saúde puramente agravada. Em certa ocasião, na hora do jantar onde todos eram servidos Noélia teve de rever a assombração encostada nas cortinas da ampla janela ao lado de sua moradia. Era uma mulher magra de cor enegrecida, cabelos longos como se fossem ruivos a trajar uma roupa escura atada na cintura. Nesse instante a garota então alarmada gritou. Aquele grito de terror e espanto a levar ao desespero de causa. Por mais que gritasse o fantasma não se movia do seu sepulcral recanto eterno. A bater na mesma com toda a força possível a tremer de susto. Tudo que estava posto à mesa veio ao chão. Noélia entrou em transe e ao desespero. A sua avó, mãe de Fabiana, não entendia do ocorrido. O seu irmão mais velho a socorreu. Mesmo assim, Noélia se debatia a gritar insistente. Todos os seus irmãos entraram em pânicos incontidos. O horror do fantasma fez a moça cair ao chão em desmaio. Foi um grito de terror naquela noite quente e marcante para todos em sua casa. Aos ataques de pânicos era ministrada uma pílula a recomendação médica. E de vez tudo acalmou com a assombração a desaparecer de vez por entre as cortinas da janela. A noite quente dava maior amparo para a segurança da virgem.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"VIDAS PASSADAS! - Parte Onze

- PENSE -
- 11 -
Uma vida é a eternidade. Não raro se busca um amigo ou um parente e não se encontra por conta da vida levada para a outra dimensão. Isso é normal. Ao se declarar ser uma vida a eternidade isso por causa das demais vidas levadas para seguir o tempo de aperfeiçoamento destinado pelo espírito. Veja-se que a mulher teve um filho. Mas o filho vem de um pai. Por sinal esse filho foi um dia incompreendido, deixado de fora dos assuntos de casa. Era como um forasteiro. Então, esse espírito segue um caminho bem oposto ao desejado por sua família. Ele é um filho mal. E quando renascer, esse filho vem com o espirito de maldoso, pois assim ele vai se vingar dos seus parentes. Não raro ele se torna maldoso quando em vida por acertar de se vigar da perversidade que lhe fizeram bem como a sua família. Outro caminho é o de vingança de ter passado a perversidade dos demais e ele vai se vingar quando em vida dos fomentadores do destino dos homens. Um caso patente foi o de Adolf Hitler. Ele queria se vingar dos maus-tratos impostos à sua família quando em vida. Com 20% de sangue judeu, ele não se importou com isso e seguiu a sua fúria. E pôs a culpa nos judeus, homossexuais e demais povos. Mais nos judeus, principalmente. Nero era simbolizado pelo triplo de seis – 666 -. Isso não tinha nada a haver com o demônio. Era apenas para identificar o poder de Nero. Caso mais recente envolveu o Rei do Iraque, Saddam Hussein, morto por enforcamento e televisado para o mundo inteiro do começo ao fim, sem interrupção. Isso bem parece argumento de um filme de faroeste norte americano. Mas não foi um filme.
Voltando a regressão de Susanne Taylor. Apesar de Susanne nunca ter estado em Pisa ela foi capaz de descrever a geografia da cidade depois da sua regressão. Baseado nos dados expostos a equipe de investigação viajou para a cidade de Pisa em companhia da mulher para descobrir a sua vida no ano de 1400 quando viveu como Isis. Disse a mulher poder reconhecer alguma coisa do seu passado quando sentiu que também esteve naquela cidade. A sua sensação é a de reconhecer algo de bom sendo a melhor prova da existência de algo entre o céu de a Terra que não se pode descartar.
Susanne desconhecia a descoberta da equipe de fatos já concluídos na investigação preliminar. A única que Susanne soube é que no dia seguinte ela estaria em Pisa. A equipe chegou a cidade em uma tarde chuvosa e, imediatamente contatou o homem que seria o cicerone no passeio pela cidade. Ele aceitou a peculiar investigação. Seu nome: Michele Luzzati professor de História da Universidade de Pisa. Luzzati confessou de certo modo que uma ideia desse tipo lhe preocupava um pouco. E disse ainda preferir não acreditar no que estava a fazer porque se devia começar nesse caso ao que parece, depois teria que acreditar em varias outras coisas como, por exemplo, existe em sua velha casa existia um fantasma.
Para facilitar a comunicação então do caso foi contratada uma senhorita, Elisabeth Hijort, intérprete dinamarquesa, moradora de Pisa como gerente de uma empresa de comércio. A moça ficou feliz com a emocionante ideia e constatar então se os fatos contados por Susanne poderiam ser comprovados. Então a equipe começou a investigação pela Torre inclinada de Pisa. Apesar de ser uma das construções mais famosa do mundo, a equipe se deu por impressionada com a emoção sentida por Susanne naquela tarde chuvosa onde não havia quase nenhum carro a circular. As ruas pareciam estar desertas e ninguém era visto por perto. Quem se dedicou a investigar, com surpresa observou o quando se encontra a Torre, com os seus ângulos inclinados para o lado. Concluída no final dos anos 1200, a Torre de Pisa e seguiu a sua história de inclinação daí por diante. Sabia-se que quando foi construída a Torre, era a intenção de se fazer um monumento excelente, extraordinário. Mas quando a Torre chegou ao terceiro andar começou a sua deformação uma vez que Pisa é uma cidade situada há poucos metros da água de profundidade. A Torre cedeu e começou a sua inclinação. A vala e os degraus em torno da Torre não existiam nos anos de 1400 quando Susanne Taylor chegou à cidade. E foi criada uma passagem em volta e mesmo assim, a vala ainda afundou. Anos após a engenharia teve a ideia de construir outra vala para que os visitantes pudessem acompanhar o segmento em todo o seu redor. Com isso, a descrição de Susanne com relação à inclinação da Torre estava correta. Em seu depoimento, Susanne declarou ter chagado grávida à cidade e teve que repousar ao lado da Torre. Logo após, ela, então chamada por Isis, recebeu ajuda em um Convento onde sofreu um aborto.
A equipe de investigação seguiu o desenho de Susanne e desceu até o rio Arno. De um canto a outro se encontrou a construção do Convento existente desde o ano de 1400. Desde aquele ano, a mulher viveu como uma Freira após ter tido o aborto. Susanne era então Isis. Ela estava em um Convento onde permaneceu até o final de sua existência. Com seu desenho da cidade nos anos passados na Itália Isis (atualmente Susanna) caminhou pelas ruas estreitas em busca da atual cidade de Pisa. A caminhar com passos largos na companhia da sua guia Elisabeth Hijort ela falava que a tudo indicava estar a prosseguir em direção do Convento. Nas vitrines das lojas podias se ver os últimos lançamentos da moda outonal. Ao dobrar uma esquina, Susanne de imediato se deu conta do rio Arno e a ponte. De um lado havia estacionamento de veículos. Do outro, o Convento quase a beira d’água. Após reencontrar o rio, Susanne não guardou duvidas para onde ela seguia.
Suzanne;
--- Quando descemos na direção do rio tive a certeza de que estávamos indo para o Convento
Na verdade, Susanne está mais perto que imagina. À direita do prédio por onde ela trafega tem uma porta azul e é a principal entrada do majestoso palácio do silencio. O Convento. Ela lembrou, quando em recordação de sua existência há mais de seiscentos anos das treliças que enfeitavam as janelas. Algumas árvores no pátio interno e se viesse à rua, era preciso descer por uma rua lateral. Susanne passou vários metros da fachada da abadia sem que a mulher tenha reconhecido. Porém ao virar a esquina mais distante de repente algo acontece. A mulher se arrepiou e reconheceu o local da entrada por estrando e esquisito como à senhora Taylor mesmo contou. Apesar de muitos automóveis estacionados na lateral da abadia a Senhora Taylor, contudo reconheceu o local  onde teria residido durante muito tempo após o século XV. Era de fato um reencontro com o passado que ninguém podia acreditar naquilo que estava a acontecer.
Finalmente Susanne Taylor reconhece o prédio como sendo o convento. Mas existe algo hoje que não condiz com a sua lembrança. Os blocos eram redondos e a pedra era levemente irregular. Bastante rústico. Para a mulher o convento era construído de um tipo diferente de pedras atualmente dispostas. É isso deixou a mulher completamente confusa. O convento fora erguido com pedras redondas e irregulares. Além do mais essa é uma zona perto da qual caíram muitas bombas, conforme alegou o professor Michele Luzzati se reportando à II Guerra Mundial. Portanto, o estado do edifício era de degradação. Porém é evidente ainda do que se pode observar agora que sobraram pedras e tijolos misturados com outras pedras. Susanne estava certa de tudo o que descrevera. A parede externa do Convento tinha uma estrutura completamente diferente, construída com pedras redondas e irregulares. Com isso vem a explicação do caso em que a mulher passou pelo Convento sem reagir ao seu reconhecer.  Mas não é só a aparência física que mudou desde 1400. Hoje, a antiga construção abriga o Banco de Pisa. Em 1868 um novo Convento foi construído fora de Pisa. E a partir de então, a equipe de investigação foi visitar essa nova Abadia para tentar elucidar outas lembranças da existência passada da mulher.
Parcialmente, em 1400, a Abadia funcionava como o Hospital da cidade além de cuidar de crianças adoentadas com Susanna a atender desse crucial aspecto a limpar os ferimentos dos menores de idade. A mulher se comportou como uma babá para essas crianças. Quando, finalmente a equipe de investigação se Susanne chegaram a nova abadia, foram recebidos com a devida cortesia pela Madre Adeodata, a recipiente. Após os cumprimentos formais, Susanne e sua equipe seguiram para a Abadia, uma construção no modelo antigo. Cada sala tinha a sua Freira ou mesmo uma noviça. As pilastras a qual sustentavam o telhado tinham uma larga abertura no alto e não passavam dos dois metros de cada uma. A equipe foi à primeira a filmar dentro de um Convento junto com as freiras anciãs. Contudo, a Irmãs rejeitaram a falar algo sobre reencarnação de seres do passado. A madre Adeodata ao ser indagado se houve serviços de caridade a crianças enfermas no ano de 1400, a Irmã respondeu ter sido naquela época um verdadeiro Hospital. As pessoas procuravam o Monastério para ter maiores cuidados com a sua saúde pelo fato de não existir Hospitais em toda a Cidade de Pisa. Livros contando história do Mosteiro em 1400 documentam essas tais atividades com os pacientes recebendo todo o cuidado possível.
Com efeito, Susanne lembra de que as Irmãs usavam muitas ervas como curativos. As próprias Irmãs usavam ervas recolhidas ainda recentes como frescas e moídas. A Irmã Adeodata Anishini, abadessa do Monastério declarou que nos dias atuais ainda se faz esses curativos, com o uso de martelos para amassar as ervas em recipientes de mármore. Todos os utensílios são manuais para então fabricar a cera. No século XV não existiam as máquinas que se tem hoje em dia e por isso, as Freiras sabiam muito bem como fazer. As irmãs viviam solitárias e teciam muito bem as suas atividades, inclusive no herbanário.
Susane afirmou que Iris era o seu nome no ano de 1400 tempos em que conviveu com as Irmãs no recinto do convento e talvez pudesse encontrar esse nome nos arquivos do Monastério. Apesar de indagada, a Abadessa relatou não ter encontrado vestígios da formação da Abadia nos anos remotos entre 1100 e 1200. Mas Susanna contou ter certeza de que o seu nome era Isis, um nome de uma deusa do Egito no tempo do deus Osíris o qual era o seu esposo. De qualquer modo a mulher se sentiu satisfeita com o resultado da pesquisa de quando ela era uma forasteira albergada no Monastério de Pisa. Além do mais não há nenhuma dúvida na mente de Susanne. Ela afirma ter vivido uma vida passada nos anos 1400. Segundo a investigação feita pela equipe, a Torre de Pisa já existia há cem anos quando Iris viveu. Se existissem dúvidas, elas, contudo seriam exterminadas.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

"VIDAS PASSADAS" - Parte Dez -

- VIDAS -
- 10 -
Eu, certa vez, estive em uma escola, quando eu era menino dos oito anos. De dia, era na escola tudo era belo. À noite quando não chovia, no tempo de verão e de primavera, o negócio mudava completamente. Eu conheci outro garoto da mesma idade que eu. Ele me contou estória assombrosa de meter meto até mesmo em que já havia morrido. Certa ocasião – dizia assim o meu amigo – uma mulher de luto entrou na escola, onde não havia ninguém àquela hora noturna e passou por uns degraus até se encobrir a caminhar para o assombroso quintal muito grande tomando quatro ruas feito um cercado imenso. A hora já era mais das dez da noite. O menino sofria de asma e àquela hora estava acordado em frente a sua casa a respirar bem devagar para amenizar o seu acesso de dispneia. Entre um tossir e outro foi assim que o garoto teve a oportunidade de observar a mulher de luto atravessar o mural da escola. Naquele tempo não havia luz elétrica em todos os postes da rua. Era praticamente um poste com luz e outro não. E assim prosseguia por amplo caminho. O grupo ou escola funcionava apenas durante o dia, pois a iluminação elétrica era precária. O prédio era não muito grande. O terreno  se situava em sua extensão em um pé de morro alto. De dia era uma beleza se olhar as fruteiras existentes, tais como mangueiras, cajueiros, jabuticabeiras, pitombeiras e outras tantas mais. À noite, era tudo um breu. Escuro de fazer dó. E foi em um instante como esse, já para além das dez horas – se me dissessem que era meia noite então eu me assombrava cada vez mais – que o garoto asmático viu a mulher de luto entrar na escola e logo desaparecer. Eu olhava a cara do menino, esse de olhos esbugalhados e a contar a verdadeira história que me deixou temeroso. Confesso que eu até hoje, ainda me lembro do menino asmático e da mulher de luto.
Relembrando a história de Vilo Vuello/Christina, ele confirmou que, no ano de 1850, por ai assim, ele se lembrava de ter frequentado a escola, um prédio na cidade de Palma. O edifício ainda existe e funcionou como escola até o ano de 1870. Naqueles idos, a cidade estava distante de onde o garoto morava. E na Dinamarca, Christina quando se submeteu a um transe disse poder descrever o prédio quando ela – então ele – frequentava aquele estabelecimento de ensino em seu pormenor. E salientou que o estabelecimento era um enorme prédio branco com uma grande porta de vidro. O edifício tinha janelas bem largas e muito altas divididas no meio por uma cruz com umas barras verticais indo até um local mais em baixo. E Vilo frequentou a escola no seu primeiro andar. O prédio funcionava como uma escola pública. As salas ficavam muito cheias e a escola ficava aberta para qualquer aluno a guarnecer muitos deles. Na verdade, todos os alunos podiam frequentar a unidade de ensino. Por ordem e disciplina, o ambiente era divido entre meninos e meninas, ficando os garotos de um lado e as garotas do outro vão de ensino. Por sua vez as meninas se sentavam próximo às janelas e em contrapartida, os meninos se sentavam do lado oposto a ficar mais próximos a porta. Essa descrição foi feita Rosália Mangiavillano intérprete e orientadora.
Por sentir ter sido muito produtivo o seu primeiro dia no local dos velhos sonhos Christina descobriu ou redescobriu muitas coisas que se ambientava no passado de uma vida anterior. Foi um caso de sentir emoções muito diferentes. Ela teve tempo de observar o campo, o gado, o pasto, a feitura de queijos o quais, portanto até onde esteve à mulher reconheceu a venturosa aventura. Com relação à Igreja da vila, a mulher teve oportunidade de contar quando estava na Dinamarca submetendo-se a sua regressão a buscar histórias de seu passado em outra vida, ela historiou ter o Templo uma torre virada para a rua onde Vilo – o rapaz que viveu outra existência como Christina - sempre frequentava. E o rapaz frequentava com frequência as atividades da Igreja. A cidade de Palma na Itália tem dez Igrejas e a equipe caminhou para visitar as famosas Igrejas barrocas então localizadas na capital. Em uma primeira Igreja, Christina não a reconheceu como tendo a conhecido quando se reportava a Vilo Vuello. A caminhar pelas ruas de Palma, Christina visitou diversas Igrejas enfrentando um transito de poucos e pequenos veículos. Seguia Christina com a seu cicerone, Rosália a procura de Templos religiosos. Ruas estreitas, prédios antigos, Igrejas e carrilhões em uma manhã de primavera onde poucas nuvens enfeitavam o Céu. E, com certeza, Christina encontrou a Santa Igreja com três torres ao centro no alto. Logo abaixo, três sinos, um maior que o outro. O modelo do Sagrado Templo entre edifícios encobrindo o seu restante divinal. Christina ficou sem palavras para descrever o de que com muita emoção um dia vivera em outras eras.
Com escadarias em ruas estreitas e de pouco movimento, mesmo a estar em uma cidade ampla, porém campestre a mulher resolveu adentar ao Templo para rever o deveras vira então quando rapaz em outra vida. A Igreja já havia sido restaurada há bastante tempo e muita coisa se diferenciava da forma quando a conheceu há mais de um século de meio antes. A aparência era de ser nova pelo lado de dentro contrastando com o lado de fora. No seu interior tinha pendentes candelabros. Contudo, apenas a pintura se assimilava com a descrição feita por Christina. Era um quadro da Virgem Maria com o menino Jesus com um dos seus seios à mostra em tornos de vários anjinhos. A Santa Maria vestia azul enquanto o menino estava completamente despido, como se pintava há séculos passados. Após essa Imagem estava um dourado e uma coroa em volta da Mãe de Jesus menino, como uma aureola. Christina não perdia a emoção e relatava parecer ter estado a ver a tal pintura no tempo em que era rapaz em vidas passadas.
No seu tempo passado, com seus 47 anos, Vilo Vuello, em seu processo de regressão a falar como era então há pouco tempo antes de o rapaz morrer disse estar em sua casa deitado em sua cama onde convivia com a sua amada esposa. Ele morreu com fortes queimaduras tendo sido sepultado próximo de onde ele morava. Porém não foi sepultado em um cemitério. Foi sepultado no meio do mato onde foi marcado apenas com uma cruz de madeira sem nenhuma aparente inscrição. Essa é a história de Christina.
Entre outros tantos casos de regressão as pessoas falam sempre do que foram, um dia, quando em vida e aquilo que eles fizeram. Os estudiosos do espiritismo nada falam de concreto sobre o destino de Nero, Átila, Napoleão Bonaparte ou mesmo Adolf Hitler sem contar com as guerras recentes onde aparecem outros líderes.  Susanne Taylor é astróloga e vive em Copenhague, capital da Dinamarca. Copenhague, para quem não sabe, quer dizer: “Porto do Mercador”. Naquela capital, Suzanne vive com o seu filho, um rapaz de mais de 18 anos de idade. Ela já está com um pouco mais de 40 anos e desenvolve trabalho com astrologia empresarial e nas horas vagas ela escreveu um livro sobre igual assunto: “O TARÔ”.  Incerta do seu destino, Suzanna procuro rever quem foi e nesse caso, viajou a uma vida passada. Foi assim que a jovem senhora descobriu o seu nome em uma viajem da alma além de fenômenos inexplicáveis e marcantes em um processo de regressão.
Em Pune, na pequena cidade de Gorem vive o psicoterapeuta Rude Grand  que há mais de vinte anos leva seus clientes a vidas passadas. Com os seus conhecimentos, o médico buscou levar a outra vida a psicoterapeuta Susanne Taylor a sua outra vida. Baseado nas informações da viagem da alma a equipe viajou o mundo para encontrar as informações obtidas. Para cada vida que nós vivemos se aprende algo novo. É como ir para a escola, buscando um nível mais alto a ficar sabendo o mais consciente do que se faz além de viver e sentir. Conscientes de cada ação que se faz e das consequências obtidas. Isso é para tudo que está em volta. Tal fato repete de modo infinito até se alcançar de uma forma de consciência para evitar se voltar novamente.
Após alguns exercícios de relaxamento Rude Grand leva Susanne a um estado parecido com um transe chamado regressão. Ao contrário da hipnose a pessoa está acordada o tempo todo podendo interromper o transe a qualquer momento. Além do mais Susanne poderá se lembrar de tudo o que passou horas depois. O cientista indagou a Suzanne se ela lembrava aos 18 nos de onde estava em sua vida passada. A mulher relembrou o ano de 1400, a cidade de Pisa, na Itália, quando era chamada de Iris. Em Pisa, ela estava com uma amiga a combinar uma corrida para a Torre local. Elas eram viajantes clandestinas vindas em um barco e sentiam medo de serem reconhecidas por alguém. Ela e a amiga se dirigiam a uma grande praça. Era prudente, pois em sua vida, ela era uma mulher em estado de gravidez. E a cada passo, Iris/Susanne segurava o seu ventre por temer maiores cuidados. Naquela ocasião Iris sentia fortes dores iminentes ao parto. A amiga de Iris saiu em busca ajuda para a mulher a deixado encostada a Torre existente no local retornando minutos depois com a companhia de uma Freira. Então, a Freira buscou levar Iris uma vez ter sangramento motivo do parto. Foi instante terrível, pois a mulher desmaiou naquele instante pela aflição do parto. De pronto, a Freira foi até um Convento onde procurou resguardo para a parturiente. Era um momento aflitivo aquele de uma vida quase posta a fio. Apesar de imensos esforços, Iris somente conseguiu abortar a criança em meio à desilusão e desespero de uma vida perdida.  Diante de tal situação, as Freiras a deixaram ficar em um aposento onde a mulher procuraria ter maiores cuidados. E ali fico Iris o resto de sua vida.
Esse trabalho de regressão durou 45 minutos e Susane deu muitos detalhes sobre a sua vida passada. Foi como um sonho se vendo através de uma janela o que Susanne relatou naquela ocasião ao cientista. Uma luz brilhante invadiu o seu corpo inteiro. A mulher se sentia guiada em pleno sonho em direção à outra existência. Um caso até certo modo impossível sem poder ser comparado a coisa alguma. Retornando a sua existência atual Susanne confessava ter sido ela a mulher do seu sonho desperto. Era possível ter Susanne ter vivido no ano de 1400 como Isis em Pisa, na Itália. E a sua referencia era a Torre inclinada, monumento secular e histórico, atualmente em todo o mundo. Essa Torre foi concluída no fim dos anos 1200. E o Convento e se pode concluir da existência de um Claustro na época e que foi concluído por volta de 1400. A mulher refez a cidade através de um desenho apesar de ter andado muito pouco em Pisa anda uma vila. Em estudos mais acurados demonstra-se que o Convento está em confronto com a Torre separado por o rio Arno. E Susanne foi capaz de descrever a cidade, embora nunca estivesse no lugar em tempos mais recentes.