quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"VIDAS PASSADAS" - Parte Dois

- ESPIRITISMO -
Parte Dois
Certa vez, uma garota de seus dez ou onze anos agarrou-se com um rapaz pouco mais velho que ele e nessa ocasião disse quase em segredo que o amava e desejaria ser a sua noiva. O garoto de treze anos não levou em questão o segredo da menina. Mas, procurando mais alguns informes o garoto procurou ouvir uma mulher que buscava adivinhar as coisas e com essa mulher também segredou estar interessado em namorar a menina quase de maior idade. A cartomante olhou bem o garoto e lhe disse ter sido aquilo uma emoção de crianças. Ele procurasse esquecer a menina, pois com a bela infante não conseguiria almejar o seu desejo. Passou-se o tempo e a minha virou moça, depois mulher e nunca mais falou com o rapaz, não por desengano, mas por tristeza. Um dia a moça já mulher de seus 60 anos de idade faleceu e nunca mais casou. A sua formosura, ela levou consigo para a eternidade. E do rapaz ela nunca mais soube notícias. E se soube a ninguém jamais ela teria dito. O rapaz se tornou homem e depois um ancião sem não mais querer também se casar.  Um caso estranho, na verdade.
A professora Karen Gale da Universidade de Georgetown estuda a memória humana há mais de 20 anos. Há muito para se aprender sobre a memória, mas há algumas bases estabelecidas. A memória relembra uma experiência em termos simples. Quando tem uma experiência ela ativa certos circuitos no seu cérebro. Quando tem uma lembrança desse evento esses mesmos circuitos são reativados. Então é uma evocação da experiência sem a experiência estar ocorrendo. Até animais menos complexos como ratos têm memorias. Karen Gale fez a curva de aprendizagem de ratos e os faz lembrar-se de objetos pondo comida embaixo do seu caminho de dormida. Uma memória positiva. O rato logo descobre onde está a comida. Mas sua pesquisa também mostra que memórias negativas têm  um impacto ainda maior. Explica por que crianças que se lembram de outras vidas têm lembranças da vivas da sua morte. Lembranças traumáticas estão ligadas a emoções. Essas emoções incluem medo e ansiedade. Estão relacionadas à função do sistema límbico. O cérebro emocional. Nosso sistema nervoso tem que experimentar algo para que seja lembrado, mas não tem que ser uma experiência real. Significa que as crianças talvez não tenham realmente morrido em outra vida. Pode ser só imaginação. A doutora Karen Gale fez um estudo da memória e chegou a uma conclusão onde se demostra que a tomografia mostra que ao imaginar uma cena ou olhar uma foto de um lugar o padrão de atividade é similar nas duas situações. Há um exemplo que uma linha são cortes do cérebro de pessoas que estão vivendo uma situação. E no outro ângulo são as mesmas pessoas e seu padrão de atividade quando estão só imaginando a mesma situação. Se for comparado o padrão de ambos, o da imaginação e o da realidade o padrão de atividade é quase indistinguível.
Resta saber: imaginação ou realidade? A pergunta continua. Como a memória passa de um para outro após a morte? Se a morte significa um cérebro sem atividade elétrica se ele está morto à memória também está. Quando o cérebro morre, ela também morre. Mas: e quando uma criança lembra-se de outra vida embora os cientistas modernos não julguem possíveis?
Eu tenho pesquisado a mente humana há mais de 40 anos. Eu sempre me deparei sonhando com diversas luas e vários sois. Em um caso recente, eu sonhava que percebia o sol nascente. E então me perguntei: sol nascente? O que significa? Ora: o sol é um olho que surge a iluminar. Em casos específicos, o sol pode ser um ovário onde eu estive quando fui fecundado. Eu via o Sol como de fato era o sol. Mas onde eu estava não podia ver o sol. Mas podia imaginar ter a visão de um óvulo. Sol-Ovário são elementos similares na mente humana. Apenas a pessoa substitui o ovário pelo Sol. Nesse sonho meu, eu ficava feliz, como quem diz: “Eu estou vendo o ‘sol’.” Ou seja; eu estou vendo a minha vida, pois o sol é a vida. A pessoa deve se lembrar de quando amanhece ela sempre diz um “bom dia” e segue feliz. E por que um “bom dia”? Pode-se dizer boa tarde. Mas ao se pronunciar uma boa tarde não é da mesma forma de um bom dia. Lembra ainda também, quando se vai de uma cidade para passar um fim de semana em uma praia. Todas as pessoas seguem contentes e felizes apesar de já ser à noite. Por que se seguem felizes quando é à noite? Vejamos bem essa metáfora. A noite pode significar sono e sonho. Pode também significar se beber algo como cerveja. Mas eu for beber cerveja, por exemplo, eu vou “tragar” algo. Mas se eu vou tragar significa que eu vou beber engolir, ou mesmo ter um relacionamento sexual com alguém. A cerveja ou vinho substituiu a parceira no ato. É comum se pedir e pagar por um tira gosto durante a bebida. Ou seja: A pessoa bebe e come. Pede e paga. É da mesma forma.  Vejamos essas comparações; comer – é o mesmo de um relacionamento com alguém. Beber é também o mesmo que se relacionar. Beber é sorver e até mesmo engolir. Não há diferença em engolir em fazer um ato sexual. Em complemento o Sol é na verdade o ovário onde eu estive por vários meses. Nesse mesmo sonho, eu acordava despido. Nada mais lógico. A pessoa nasce despida.
Voltemos à história de Gus o menino que diz ter revivido o seu avô.  E disse ele que quando ele era o seu avô Augie, ele – como era o seu avô – morreu no hospital. Quando Gus ainda no corpo de Augie morreu e foi para de “Céu”, Deus lhe deu um cartão. Todos com um cartão podem voltar, lembrou o garoto. E ele (Augie) queria voltar.  A casa dos Ortega, no Colorado. E Jim Tucker entrevista Gus Ortega. Gus diz ter vivido antes como seu avô. E Jim indagou se ele (o garoto) era um menino quando fez o que diz ter feito ou era um homem? E Gus afirmou ter sido já um homem. Jim Tucker não tem como saber se é ou não verdade o que ele pergunta. Por isso os dados cruciais vêm dos pais. O médico Jim Tucker entrevista Kathy e Ron Ortega em uma questão de rotina. O médico indagou quando foi a outra vez que o garoto disse algo que indicou saber coisas sobre o seu avô. E o pai de Gus respondeu que o seu filho relatou ter quando era o seu avô, uma irmã. Porém a irmã morreu e agora era um “peixe”. Ao ser indagado o porquê disso tudo e como isso ocorreu, o menino respondeu ter sido alguns elementos maus que a machucaram. E tal declaração deixou pasmo o pai do menor porque só então ele ouviu toda a história sobre essa sua irmã. Ela realmente foi assassinada e jogada na baía do rio São Francisco. Esse era um segredo de família. Gus não podia conhecer essa história porque nem o seu pai, Ron Ortega, sabia sobre a irmã do seu pai. E então, como seu filho poderia saber? E a mãe de Gus, senhora Kathy Ortega, relatou não ter pensado em possível reencarnação e nem relacionou esta palavra com o que estava havendo. Para a senhora Kathy, ela não foi criada nesse conceito de área e nunca aprendeu com certeza sobre a reencarnação de pessoas que uma vez existiram. Na verdade tinha outra doutrina religiosa e foi criada como batista religião ao contrário do catolicismo onde se podem ouvir diversas outras religiões. Na verdade, Kathy nunca ouviu falar sobre reencarnação, ao contrário de está muito bem explicitado na Bíblia.  Em contrapartida, Ron, pai de Gus, disse que se ouvisse falar nesse caso de reencarnação há um ano ele respondia. “Sei. Você voltou”. E sorriu com essa nova possibilidade de rever seu pai agora como o seu próprio filho. No entanto, para Ron, tudo isso é possível. Tudo mesmo.
Certa noite, eu tive um sonho com o meu avô materno. Vale lembrar ter eu nascido quatro anos após o falecimento do meu avô. Muitos anos após, cerca de sessenta ou setenta anos, eu encontrava meu avô em um campo todo coberto de relva, algo ter eu jamais visto. Um imenso campo, na verdade. Eram ele e dois homens que eu os conhecia (no sonho). O meu avô acercou-se de mim e declarou ter naquela campina o seu legítimo lar. E então seguiu comigo mais os outros dois amigos relatando que um dia ele estaria ali para me receber. Eu despertei desse sonho e nunca esquecia. Eu deveras não conheci o meu avo nem seus dois ilustres companheiros, quando tornei. Apenas sabia quem era ele. Em outra ocasião, em sonho, eu encontrava com um velho amigo meu. Ele caminhava pela Avenida Rio Branco e eu caminhava por outra rua em sentido contrário. Nós nos cumprimentamos e ele me declarou ser aquela a ultima vez que recebia “ordens” de poder vir até aquele local,. Mas não disse a razão de não ter proibição para tal. Em outras ocasiões, quando eu ”encontrava” meu amigo eu lhe dizia:
Eu:
--- Então? Você está vivo? – eu falei com grande surpresa.
Ele então me respondeu com todo o cuidado possível.
Amigo:
--- Quem disse que eu morri? – e gargalhou torcendo um cordão como se fosse de prata preso por dois coquinhos feitos por ele.
Com esse meu amigo, eu sonhei por várias vezes até o dia em que ele feio se despedir de mim. E nunca mais eu tive outro sonho com ele. Certo dia, eu fui até o Cemitério onde ele foi enterrado, e nada encontrei de lembrança. Havia um túmulo pertencente a outra família. Nós costumávamos ir, quando ele estava em vida, ao Cemitério do Alecrim onde tempos depois ele foi sepultado. Um caso peculiar: esse meu amigo conseguiu seu primeiro emprego na Prefeitura de Natal como – naquele tempo não existia esse termo – ASG. Certa vez, eu estava na Cidade Alta e o encontrei por acaso. Nessa ocasião, ele me disse estar com “cirrose hepática” algo que eu não compreendi. Na ocasião, eu observei apenas a sua barriga muito elevada e ainda perguntei a ele:
Eu:
--- Tem tratamento? – indaguei por precaução.
Não sei se ele disse sim ou não. Após certo tempo, ao transitar pela rua onde ele morava a sua tia me chamou para dizer da morte do meu amigo. E disse:
Tia:
--- Ele (Ziu) perguntava era muito por você. Até a hora de sua morte. – a mulher comovida então chorou.
 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

VIDAS PASSADAS - Parte Um

MESA ESPÍRITA
- VIDAS PASSADAS –
PARTE UM
Essa história é baseada em fatos reais. Os casos aqui descritos têm os nomes trocados para evitar constrangimento com os verdadeiros personagens. Desde 1950 que eu estudo os casos e problemas da mente humana e, por acaso, apenas agora estou digitado esses fenômenos. No inicio dos meus estudos, há sessenta e três anos (hoje estamos do ano de 2013) eu presenciei diversos casos de pessoas que entravam em choque continuamente e terminavam em um Centro Espirita como um derradeiro meio de socorro. Eu tive a oportunidade de assistir filmes sobre casos ou fenômenos de pessoas enfermas do espirito e, não raro, tais filmes caiam no esquecimento do povo. Um deles foi O Exorcista, um caso de uma menina que entrava em transe e a sua mãe percorreu por diversos médicos sem nada resolver. O caso foi de uma tentação do demônio querendo possuir a criança. Esse filme, baseado em fato real, hoje ninguém se lembra de mais nada. Nos meus estudos sobre a psique humana houve casos estranhos como um de um alcoólatra. Esse homem morreu no ano de 1938, quando dormia na calçada de um Hotel de Natal. Vários anos após, por volta de 2000, o espirito do mesmo homem chegou em uma sessão espirita a indagar se ali estava havendo uma festa de carnaval, pois o espirito do homem foi atraído pela porção de gente. As pessoas estavam seguindo para a sessão espirita e o espirito do homem morto há mais de sessenta anos foi despertado e caminhou até o local bem próximo de onde o homem havia morrido ou desencarnado. Após um prolongado estudo, o espirito foi encaminhado para o seu mundo onde devia estar a esses anos todos. Depois de se pesquisar por onde um espirito tinha lembrança de onde trabalhava no seu tempo de vida, descobriu-se que, na verdade, ele era empregado de uma firma por nome A BOTIJA DE OURO e que havia morrido durante um festejo de carnaval, exato como o espirito havia dito ao Mestre da sessão. Esse afirma ainda hoje existe, apenas com o seu nome gravado na porta de entrada.
Nesse momento, eu dou inicio a relatar diferentes casos de crianças que se lembram de vidas passadas. Uma delas é de uma menina de seus sete anos que relatou o seguinte fato. Todos dormiam quando o fogo começou em sua casa. Os seus pais não conseguiram retirar a criança tendo a garota ela ficado na casa em chamas. Disse à menina que o fogo era tremendamente quente. A menina relatou de certeza de que seus pais se sentiriam felizes quando a garota voltasse. Essa foi a memoria de uma criança  morta em um incêndio na casa onde morava. E então fica a questão: existe vida após a morte? Essa é a pergunta. Na Universidade de Virginia, em Charlottesville cientistas investigam alegações de reencarnação. Há 40 anos tentam explicar relatos de crianças que falam de uma vida passada. Caos de jovens moças que dizem terem morridas afogadas e após reencarnaram. O fato de um garoto de seis anos que era policial de Nova York  e foi morto em serviço. Ou de outro garoto que lembra viver como seu próprio avô.  Há milhares de histórias assim e o doutor Jim Tucker reuniu muitas delas.
Disse ele que se está investigando casos de crianças bem jovens que espontaneamente falam de vidas passadas. Esses fatos começam entre dois e três anos e seguem até  a idade de seis anos. A ciência estuda os casos para aprender sobre este fenômeno. Nessa oportunidade o cientista está preparando uma viagem para encontrar um dos seus casos. Uma criança que se lembra de uma vida passada. Gus Ortega é um garoto do Colorado que diz ter sido seu avô. O caso começou quando o menino tinha 18 meses e ele fez muitas declarações bem específicas. Este é um caso mais consistente porque ele disse coisas muito específicas que não poderia ter ouvido através de meios normais. O caso de Gus é só um entre muitos. Estes casos são estudados há 40 anos. Desta forma a ciência já reuniu 2700 casos iguais a este. Eles ocorrem em todo o mundo. Na Ásia, no nordeste da África, na América do Sul, na Europa, nos Estados Unidos e em todo lugar onde se procura.
Os casos mais convincentes vêm de uma ilha no sul do subcontinente Indiano. De Sri Lanka. Um lugar místico e onde se acredita muito em reencarnação. A maioria nesse País é budista. Talvez uma razão por haver tantas crianças que se lembram de vidas passadas.  O professor Erlendur Haraldsson, da Universidade da Islândia esteve em visita o seu melhor caso. Há mais de uma década ele estuda a possibilidade de reencarnação nessa ilha.  Sri Lanka é ótima para estudar crianças que falam de vidas passadas, pois aqui há casos todo ano. Os casos de Haraldsson são intrigantes, pois as crianças não se lembram da vida de familiares e sim da vida de estranhos. O doutor Haraldsson esteve com seu caso mais fascinante. Uma garota de nome de Dilukshi. É um caso muito interessante. Dilukshi falou de uma vida passada ao qual ela viveu durante os três anos. Ela persistia e repetia a mesma história sem parar. A garota que o médico se encontrou  chocou os pais quando disse que não era filha deles. Dilukshi disse ter outros pais, em outro lugar. Ela declarou ter morado em um lugar perto de Dambulla onde havia um rio e que, por certa vez, em acidente, ela caiu no rio e morreu. O médico esperava obter respostas do encontro com Dilukshi. Ele sempre se interessou por tais depoimentos estranhos e arrepiantes. Essas imagens ou características de conduta fora de sintonia com sua vida atual e colo as histórias surgem dentro da mente das crianças.
Em um lugar não muito longe de onde esteve o cientista, um hospital nos Estados Unidos, um homem idoso estava à beira da morte. E um menino acredita ser este homem reencarnado. Gus é um menino normal de seis anos. Como muito leva a vida com o seu pai. Mas este relacionamento é diferente. Gus lembra que brincou com o pai em outra vida. Só que ele era o pai e seu pai era seu filho.  É  este o caso que Jim Tucker investiga.  E com certeza o médico disse que verá o seu com certo ceticismo. O medico lembra ter nunca suposição de ser o caso de reencarnação. E o cientista disse estar no caso porque é um fenômeno interessante e se pode aprender o máximo possível. O avô do menino, senhor Augie, morreu em 1993. Seu filho Ron Ortega encontrou-o caído no chão. O ancião foi acometido de um derrame cerebral. Augie morreu cinco horas depois. Ele tinha uma loja e vendia de tudo. Augie amava a sua família. Porém nunca conheceu Gus o seu neto. O garoto nasceu um ano após a morte de Augie. Um dia, com apenas um ano e meio Gus estava no seu quarto com o seu pai. Nessa ocasião Ron lhe dissera que trocara a sua fralda. O filho de Ron olhou para o seu pai e disse: “Quando eu tinha sua idade eu trocava a sua fralda.”  Ron ficou perplexo. E sentiu-se muito estranho com o que ouvira. Principalmente a escolha de palavras: “Quando eu tinha a sua idade”.  Palavras estranhas para uma criança de um ano e meio. E o garoto começou a falar sobre o avô. As coisas que o avô dizia que não podia sabia saber por que nunca conheceu o seu avô. O ancião morreu um ano antes de o neto nascer. E a família ficou bastante confusa.
Um dia, Ron (o pai do menor) trouxe as fotos antigas para casa e algo mais notável aconteceu. Foi quando Ron Ortega declarou: “Veja que foto antiga”. E o garoto declarou: “Este sou eu”.  O pai, Ron, ficou completamente pasmo, todo arrepiado sem perceber como foi que o filho Gus soube dizer que era o jovem da foto. Então o menino Gus diria mais coisas assim nos anos seguintes. Ele se lembraria de episódios da vida do seu avô dos quais Ron mal se lembrava. E ele os viveu. Gus sabia mais do seu avô do que deveria. Essa pergunta não cala como se pode saber algo tão estranho para um pequeno garoto de apenas um ano e meio. Há reencarnação? E como as crianças se lembrariam de outra vida? O arquivo do doutor Jim Tucker dará mais pistas.
Sri Lanka. Indo investigar alegações de reencarnação Erlendur Haraldsson – médico – por fim chega à casa de Dilukshi Nissanka. Ela lembra que morreu afogada em um rio e que agora reencarnou. Dilukshi é um dos melhores ou o melhor caso que o médico estuda em Sri Lanka. Dilukshi realmente já viveu antes? Essas crianças vivenciam algo psicologicamente real. Têm imagens de algo que interpretam como uma vida passada. Algumas se preocupam sobre como morreram na suposta vida anterior. Em geral, é uma morte dolorosa, violenta, inesperada e repentina. Resta saber: ela poderia estar inventando suas histórias? Se estivessem inventando fantasias era de se esperar que fosse sobre uma vida melhor, algo que lhes agradasse. Mas pensar sobre como morreram não é uma fantasia agradável. Para a família Nissanka suas lembranças são dolorosas. Sempre que falam nisso fica claro que Dilukshi não se sente parte da família. É ainda mais difícil para a sua mãe. A criança Dilukshi começou a falar da outra vida na escola Montessori. E a mãe de Dilukshi disse mais que, quando foi ao Templo, a garota declarou que o seu Templo ficava em outro lugar. Quando a família fazia refeições  antes de se deitar para dormir à noite ela falava da outra vida, conforme palavras de Kashuriarachi Nissanka, mãe da menor. Por seu turno, o pai,  Siriwardana Nissanka, informou ter ficado irritado  com a filha, chegando a lhe dar uma surra. Em contrapartida a mãe se dizia se sentir muito mal, pois a mocinha só falava da sua outra família. Ao que parece a menina moça queria castigar a sua atual mãe por não ter melhor situação e por não cuidar bem da sua filha. Com relação de lembranças passadas, a garota apenas dizia lembrar-se de uma ponte sobre o rio perto de sua casa.  Do seu meio, Dilukshi se lembrava de pessoas a atravessar o riacho e de se banhar também nas suas águas. Ela se lembrava de uma pedra onde a garota brincava com seus amigos. Dilukshi Nissanka refletiu e detalhou que sempre senti não pertencer à sua família atual, uma vez ser tudo naquela casa ser muito diferente da família que se lembra de ter sido a sua. Em outra enquete, Dilukshi lembrou claramente das roupas de sua outra família. E desde pequena a mocinha se sentia como uma estranha e precisava encontrar a sua verdadeira família. Isso significa que as lembranças são reais para Dilukshi. A mocinha reportou ainda ter no dia do seu afogamento, ido ao rio para tomar banho com uma menina, sua amiga. Então, alguém a empurrou. E foi bastante taxativa que estava na água quando morreu. Essa era a historia da menina moça. Em alguns países, se diz ter a pessoa quando morre não se recorda de mais nada ao despertar para uma reencarnação. No Brasil há casos estranhos de pessoas que um dia morreu por circunstâncias vingativas. Tais criaturas são vítimas de um passado similar. Morre porque matou alguém que depois volta para se vingar. Há casos de alguém que busca uma pessoa e não encontra, pois a pessoa morta já está encarnada como um parente seu ou até mesmo de outra família. Mas tal pessoa, um dia, vem para a casa de seus antigos pais. Provas de vinganças são muito frequentes como provas de amor de um primo ou uma mãe, um pai ou coisa do mesmo jeito.