sexta-feira, 17 de maio de 2013

"NARA" - 57 -

- Tainá Muller -
- 57 -
MULTIUNIVERSO
Após alguns instantes voltou à sala de visita o velho Sisenando. Ele ouviu as risadas das moças e parece não se conter. Apesar de tudo, o seu futuro genro, Eurípedes quis fazer os melhores afagos ao falar para o advogado Nestor dos Santos algo de mais para o seu dileto e espirituoso amigo Sisenando. E foi assim que se deu:
Eurípedes:
--- Eu sei que os senhores já foram apresentados. Mesmo assim eu gostaria de falar um pouco mais do homem que não acredita em Deus. – sorriu o médico.
O advogado se adiantou e apertou a mão novamente do velho Sisenando. E calou, pois sabia ter ele sido afrontado de forma singular. E seria certo haver uma resposta.
Sisenando:
--- O senhor é mesmo um gozador. – sorriu o velho. – Bem. Se quiser saber: eu creio naquilo que tem consistência. Se o senhor me provar a existência de um elemento chamado Deus, então eu mudo o meu pensar. – falou austero o grande mestre.
Nestor:
--- Mas é verdade que o senhor não acredita? – perguntou o advogado.
Sisenando:
--- Quer saber a verdade? Não creio. Eu como outros pilares dessa nossa existência. Para falar a verdade temos Nietzsche, Kant, Descartes, Spinoza, Bertrand Russel entre os demais. Não acreditar em um ser supremo chamado Deus, isso já um grave perigo para a Igreja Romana. E como para as demais Igrejas: Judeus e Islamitas. É bem comum se falar que tudo era “escuridão” no início. Mas, se o senhor faz questão em saber, hoje em dia se conta trilhões de Universos. Isso quer dizer: Não é apenas o nosso Universo. Ao contrário, tem outros vivendo sobre e sob o nosso Universo. – fomentou o mestre.
Nestor:
--- Mas a Religião explica que Deus criou o Universo. – falou o advogado.
Sisenando:
--- O senhor está falando pela fé. Eu estou falando pela razão. Não se mistura fé com razão. Em toda sala de aula se fala em fé. Nunca se diz razão. – retrucou o grande mestre.
Nestor:
--- Mas o senhor afirma ter outros Universos? – indagou o homem.
Sisenando:
--- Sim. É claro. Trilhões! Trilhões! Esse Universo é um local muito violento. Galáxias colidem e estrelas são “engolidas” e explodem. Temos algo interessante: a Terra. Seres conscientes e sensíveis. Muita gente se impressiona que o Universo em bilhões de anos tenha dado a conhecer seres saibam reconhecer sua complexidade. Na antiguidade, os homens enxergavam a Terra como um firmamento de neve. Eu estou falando apenas na Terra que o nosso planeta. Essa gente acreditava que o Universo existia em um domo similar a Terra. E mesmo assim não era questão de quem o havia criado. Isso até a Idade Média. Por esse tempo cientistas desenvolveram sofisticadas teorias novas sobre a enormidade do Universo e nosso lugar nele. – salientou o grande mestre.
Nestor:
--- E nessas teorias não havia lugar para Deus? – indagou o doutor.
Sisenando:
--- Não. Não havia. Por exemplo, o Sol nosso é uma estrela entre bilhões que existem no meio de uma galáxia. Há centena de bilhões de estrelas. Não há conceito de que nos criou. Isso é um Universo. Um mundo. A maioria dos cientistas acredita que parece haver um código cósmico. Tudo no Universo é determinado pelas forças fundamentais da Natureza. Como tudo está equilibrado no Universo, a vida inteligente jamais teria se formado se a matéria tivesse se formado nesse mesmo Cosmo. A combinação de Hélio e Hidrogênio em elementos mais pesados. Como o carbono que forma as bases de todos os seres vivos. – explicou o mestre.
O mestre Sisenando ao falar assim, não raro alteava a voz. Em outras ocasiões falava brando. Ele tinha vez de olhar para a porta e distinguir o Céu. Em outras ocasiões, ele cruzava os braços junto ao seu peito. Em outras ocasiões ele levantava a mão de forma a soerguer o dedo indicador para o alto e começava falar sobre tudo o que pensava. Em seguida abaixava a cabeça apenas a pensar tendo os braços cruzados sobre o busto. Eurípedes o notava em suas mímicas como a querer saber de tudo o que falava. O médico pensava:
Eurípedes:
--- “Esse homem é louco ou realmente sabe muito bem o que diz sem qualquer formação. Ele é como um ser de outro planeta!” – pensava consigo o médico.
Advogado:
--- E o que o senhor tem a dizer sobre formação de novas estrelas? – indagou o homem.
Eurípedes:
--- O senhor está a perguntar sobre estrelas. É completamente diferente de astros. Bem. As estrelas explodem – pluft – para a formação de novas estrelas. E afinal, a vida. O Mundo é extremamente engenhoso. É a manifestação de algo realmente extraordinário. A sintonia fina alguma coisa ajustou a si. A física exercesse um papel muito bem nesse caso. Porém, a precisão universal não prova nada como um chamado Deus. Houve um evento da criação da vida no Universo. Chaga-se ai a teoria dos Universos múltiplos. Um grande número de Universos, talvez infinito possa existir em um vasto hiperespaço. Alguns Universos contêm carbono e oxigênio, estrelas e gravidade. Em contra partida, outros não contém nada disso. Agora, nós estaríamos em um Universo complexo que culmina com a vida. – explicou o grande mestre.
O advogado Nestor dos Santos observou Eurípedes por um segundo de tempo e nada fez como sorrir. Apenas soergueu bem mais altivo a sua fronte para formular outra questão.
Advogado:
--- Não seria este fato um meio da estatística? – indagou o homem com a cabeça altiva.
Sisenando:
--- Bem. A maioria desses Universos não abriga a vida inteligente. No entanto isso fica apenas para alguns Mundos. É uma verdadeira loteria Cósmica. Não se pode existir em um Mundo hostil a vida. Haver uma multiplicidade de Universos é uma consequência simples e natural de um modelo de nosso próprio Universo. Eu estou falando em Universo. Não em Via Láctea. Universo. Veja bem no que eu falo! – disse o mestre assumindo os braços como uma forma de falar de um Mundo.
Advogado.
--- Entendi perfeitamente. Universo cósmico. Veja que o físico Paul Davis disse que trilhões e trilhões de Universos seria levar a extremos Cósmicos. Verdade? – indagou o advogado.
Sisenando:
--- Bem. Esse debate pode entrar em uma fase explosiva. Novas e impressionantes teorias sugerem que pode existir uma dimensão inexplorada a milímetros de distancia de cada pessoa. Alguns cientistas trabalham na teoria chamada de Santo Graal da Física. É uma teoria que pode explicar todo o Universo. Essa teoria se chama de “Teoria das Cordas”. É  uma teoria de se juntar todas em uma só teoria. É tanto que dessa forma não teremos mais nada a concluir. Esse teoria  já sugere implicações muito atraentes sobre dimensões nunca exploradas. A ideia básica da Teoria das Cordas é de que há blocos fundamentais de energia que se pode se chamar cordéis que vibram de maneira bem diferentes. E os vários modos de vibração correspondem diferentes tipos de partículas desiguais que se observa no Universo. – pontificou o grande mestre.
Advogado:
--- E essa teoria constrói o que? – pergunto o advogado
Sisenando
--- Os blocos constroem a energia e a matéria. A matemática sugere que as cordas devem vibrar não só nas cordas das três dimensões. Mas em um número maior. E daí a questão: onde  estão tantas dimensões extras? Para alguns renomados físicos as tais dimensões podem ser de volumes tão pequenos que se pode nunca conseguir detecta-las. Outros admitem que algumas dessas dimensões podem estar fora desse Universo, no chamado Superuniverso. – pontificou o mestre.
Eurípedes:
--- O caso é amplo demais. Podia-se combinar uma conferência sobre o assunto. Reuniríamos homens cientistas, matemáticos, físicos e toda essa gente para debater tal assunto. – falou como um magistrado.
Advogado:
--- Eu aprovo a ideia.  – rebateu o advogado.
Sisenando:
--- Menos eu. Eu serei apenas ouvinte. Vou lá me meter nessa confusão? – sorriu o mestre.
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"NARA" - 56 -

- Tanja Mihalic -
- 56 -
ADVOGADO
Na manhã do domingo, por volta das oito horas o médico Eurípedes chegou em seu automóvel na companhia de sua irmã Rócia, à residência de Nara. Logo a seguir veio o advogado Nestor dos Santos e a sua assistente, Tâmara Peluso, ela a conduzir papeis e blocos de notas em uma pasta bem fornida. A jovem acompanhante trajava uma veste de cor róseo claro em vestido longo, sapatos salto alto e na cabeça uma tiara cor de prata. O advogado vestia-se a rigor. Um aroma frequente no ar. Era a jovem assistente. O suave perfume parecia um Topázio ou uma Água de Toalete. O seu andar macio e elegante dava-lhe o esplendor das ninfas dos deuses. Cabelos negros com fios amarelados. Era ela a mulher extasiante. Solteira. E quem a via nem sabia dizer ao certo. Tâmara podia ser amante do advogado ou não. Ainda jovem, a sua idade era de no máximo vinte dois anos. Sensual, extasiante e na verdade suave em seus encantos. Ao prosseguir o caminhar para a residência de Nara a moça ouviu o advogado doutor Nestor lhe falar algo. E a moça perfeitamente entendeu e nada comentou.
O médico Eurípedes comentou com o advogado Nestor ser a mocinha ainda de menor idade. Em certas ocasiões Margarida era bastante atrevida com quem desgostava. O advogado sorriu como quem declarava: “Não tem importância”.  Já na sala de visitas o advogado e sua ajudante ficaram de pé por alguns instantes. De imediato, Eurípedes os mandou sentar em uma das poltronas. E sorriu com a preguiça de fazer tal procedimento. A irmã Rócia já estava a caminho da sala de jantar para avisar a Nara:
Rócia:
--- O advogado chegou. – falou a moça de modo para apenas Nara entender.
Nara:
--- Cheiro! É você? – indagou Nara procurando sentir melhor o perfume.
Rócia:
--- Eu usei Água de Colônia. O cheiro é da assistente do advogado. – sorriu a moça.
Sisenando:
--- O advogado está lá fora? – indagou curioso o mestre.
Rócia:
--- Sim. E Margarida? – indagou curiosa a moça.
Nara:
--- Está se ajeitando no quarto. Minha mãe está com Margarida. – falou com ansiedade.
E foram passados alguns minutos até Margarida de ajeitar e sair. O advogado estava a conversar de assuntos diversos com o seu amigo Eurípedes. Na entrada do corredor surgiu a figura de Sisenando para cumprimentos habituais ao visitante. Após esse tempo o mestre saiu da sala. Dona Ceci chegou com Margarida. Elas estavam lentas por demais. O rapaz Eurípedes foi que apresentou a moça ao advogado e relatou ter dona Ceci como companhia.
Eurípedes:
--- Dona Ceci é aminha futura sogra. –sorriu o médico.
Cumprimentos para cá, apertos de mão para lá. Enfim tudo estava pronto. A assistente Tâmara se acercou da mulher e também fez seus cumprimentos. Em seguida procurou falar com a donzela e saber seu nome, idade, local de nascimento, nome dos seus pais e coisa assim. Depois de concluída essa parte do interrogatório o advogado começou a pergunta. E a donzela se pôs a responder.
Nestor:
--- Conte-me como se deu o fato. Não faça cerimonia. Apenas eu tenho de saber para poder defender na delegacia e, depois, em Juízo. – fez questão de dizer o advogado..
A sua assistente estava com a tabuleta apoiada em uma mesa e se pôs a anotar toda a história.
Margarida:
--- Quem é essa moça? – indagou desconfiada a virgem.
Nestor:
--- A minha assistente. Não se importe. Vamos a história. – fez ver com boa intenção.
E Margarida se pôs a comentar todo o acontecido. Desde o seu início.
Margarida:
--- Foi assim, ó: - começou a falar a donzela.
Desde o início, a sua admiração por Salvador. Os aconchegos do homem a tratar por outra mulher aparentemente a sua primeira esposa. As chegadas de Salvador. As boas intenções de Margarida. O servir de almoços. As alusões a uma conhecida “Dalva”.
Margarida:
--- Eu não sei quem foi essa tal mulher. Disse certa vez ser Dalva a sua primeira mulher. Ela morreu. E me parece de parto. Ele disse que nem viu a criança. – falou lenta a virgem.
Advogado:
--- E por que ele quis assediar você? –indagou o doutro Nestor.
Margarida:
--- Bem. Uma vez ele estava a por água no tanque. E parece que voltaria com mais água. Foi nesse instante que ele me pegou pelo braço e me forçou entrar na boleia do caminhão. Eu fiquei lá acocorada para ninguém me avistar. Foi ele quem mandou. E nós saímos pelo mundo à fora. Não sei em qual lugar. Depois é que eu soube. Tal de Macaíba. Ele carregou a água. E nós voltamos. Já era quase noite. Ele parou o carro e quis forçar. Eu me pus fora e sai a correr. Ele parece que notou. Não tinha ninguém. Era mato. Muito mato. Não sei onde foi. Sei que era somente mato. O traste saiu e me deixou no mato. Depois, o traste parou o caminhão e mandou que eu entrasse. E foi assim que se deu. Quando eu estava em casa, peguei de uma espingarda e fiz fogo. Nem atinava onde podia pegar. Então é essa a história. Ele saiu vivo lá de casa. Morreu horas depois. Mas me parece que um médico disse ser por outra coisa. Não sei bem. Eu só sei que no dia seguinte meu pai Amaro foi comigo para visitar o maltratado e soube ter ele já morrido. E é só. – confessou a meninota.
E houve outras questões entre os dois “namorados”. De tudo o advogado procurou saber para a certeza de não errar na hora da defesa. E o doutor Nestor dos Santos conferiu com a sua secretária Tâmara Peluso todas as anotações a verificar se estavam corretas ou se faltava algo a se saber. Estando tudo pronto, então o advogado dispensou a sua constituinte alertando ter ela de ficar por demais calada, pois apenas o Advogado teria a vez de falar em seu nome perante o Delegado de Polícia.  Após esse discorrer, o doutor Nestor dos Santos concordou em tomar um cálice de licor enquanto a sua secretária aceitou apenas um copo com água. E foi levada conversa a fora sobre a situação do Hospital com ele querendo saber de haver algo de problema capaz de se ajustar as contas. Porém Eurípedes de nada sabia uma vez ter sua labuta apenas com as necessidades de parto.
Nesse meio tempo, Rócia e Nara se aproximaram de Tâmara e começaram a conversar com bastante animação. A visita não tirava o olhar do piano e foi a vez de Nara falar ser um novo piano, pois os três amigos estavam a fazer um acerto de se apresentar no mês de agosto no Teatro Carlos Gomes. Isso despertou a curiosidade de Tâmara, pois, de imediato foi a conversa mais amena.
Tâmara:
--- Eu admiro imensamente os concertos. Eu tenho amigos concertistas. Alguns estudam na Escola de Música. Eu não tenho jeito de enfrentar tais estudos. – sorriu a moça.
Rócia:
--- Eu termino este ano o curso de música na Escola. E talvez eu fique lecionando aos novos. – falou a irmã de Eurípedes.
Tâmara:
--- Jura? Então você conhece alguns alunos estudantes! – sorriu a moça.
Rócia:
--- Com certeza. Quais os amigos? – indagou a esperta estudante.
Tâmara:
--- Você conhece Fred? Um rapaz de boa estatura? – indagou a moça com exatidão.
Nara:
--- Fred é um dos tais. Ele fará concerto conosco. Fred? Imagine! – sorriu como que.
Rócia:
--- Fred termina este ano. Você o conhece? – perguntou alarmada.
Tâmara gargalhou antes de falar.
Tâmara:
--- É o meu noivo. – respondeu a moça.
Rócia/Nara.
--- Noivo? Que sujeito maroto! – e gargalharam as jovens.

"NARA" - 55 -

- Daniela Escobar -
- 55 -
ATEUS
À noite daquele sábado por volta das oito horas o médico Eurípedes chegou à residência onde Nara e seus familiares moravam. Ele bastante satisfeito por ter conseguido contatar com o advogado de defesa do caso Margarida. Ao entrar na sala Eurípedes fez um “ufa” de alivio e sorriu sem grande emoção. Nara estava na sala alimentando o pequeno Netinho e olhou para o noivo balançando a cabeça muito leve como que dizia: “A lá. Que coisa”. Mesmo assim, se teve ela a intenção em falar, na verdade nada comentou. O pai de Nara estava entretido com seu novo livro por título de DEUSES. Mesmo assim, ele avistou Eurípedes e fez um aceno com a mão lhe desejando ‘boa noite’. O rapaz se aproximou do pequeno Netinho e deu-lhe um beijo com as pontas dos dedos da mão direita a sorrir. O garoto entendeu o gesto e buliu com os seus pés. Em seguida o rapaz beijou Nara na face e esse sorriu leve e não comentou. Era como parecia: a raiva ainda continuava presente por conta do arrebatamento da intimação do delegado de Polícia. Mesmo assim, de nada valeu para Eurípedes. E com o afago ele queria selar a paz entre ambos. Ele sorriu para a moça e se dirigiu para o mestre Sisenando. O homem estava a ler o seu novo livro e apenas fechou o tomo ao sentir a presença próxima do rapaz. Era conversa na certa. E Sisenando estaria pronto para conversar.
Eurípedes:
--- Então? – perguntou o rapaz se dirigindo à brochura.
Sisenando:
--- Muito bom. Tem uns casos aqui que eu desaprovo. Mas... – disse o velho maçom.
Eurípedes:
--- São opiniões divergentes? – indagou o médico.
Sisenando:
--- Questões de ponto de vista. – falou o velho
Eurípedes sorriu e indagou pouco depois:
Eurípedes:
--- O senhor falou pela manhã que não existia Deus! Por quê? – indagou o médico.
O velho se ajeitou na poltrona e respondeu devagar.
Sisenando:
--- Meu jovem: não se debate pelo que não existe. Eu não discuto a existência de um deus. Agora, as pessoas temem a esse deus inexistente. Por quê? – perguntou em seguida o mestre.
Eurípedes ficou a pensar no que responder. E então indagou:
Eurípedes:
--- Quem fez a Terra? – sorriu o médico.
Sisenando:
--- A Terra ou o Universo? Tem que se distinguir Terra de Universo. Veja: a Terra é um planeta pequeno até. O Universo são todos aglomerados de planetas, sol, cometas e lá vai borracha. Se você for contar em Terra como o Universo está se esquecendo dos demais satélites. Veja que eu estou a falar apenas no sistema solar da nossa Terra. Mas tem outros sistemas tão maiores que o nosso próprio sol ou coisa assim. Grandes! Gigantes! Imensos! E esse sistema não é nada em comparação com o Universo. Diz-se que o Universo está se afastando. Pois muito bem: ele se afasta para dá lugar a outros sistemas que virão. Se você joga uma pedra dentro de uma bacia com água, você verá círculos flutuando. Mas esses círculos são apenas flutuações e nada mais. Veja só: Se o Universo se expande é porque novos Universos estão surgindo no meio daquele Universo. Mas é toda uma coisa só. Você me entendeu? – indagou o mestre.
O  rapaz ficou a imaginar para logo após responder:
Eurípedes:
--- Certo. Eu não me expressei corretamente. Eu sei que existe o nosso sistema e outros que fazem a Via Láctea. E sei muito bem que existem outras Vias nesse Universo por assim dizer. Como Andrômeda que é outra galáxia. E também há nada menos que um bilhão de galáxias com seus bilhões de satélites, cometas e Sol. Mas que formou isso tudo? – indagou o médico.
O mestre se levantou da cadeira, foi até a porta de casa, olhou para a rua e voltou cruzando os braços no busto. Em seguida descruzou e levantou o punho a mostrar o dedo indicador:
Sisenando:
--- Meu caro. Eu vejo em você uma luz deslumbrante. Brilhosa por demais. Agora lhe falta uma direção. Pois muito bem: Quem fez o mundo?! Se eu disser que o mundo não foi feito o que o senhor me diz? – indagou o mestre.
Eurípedes:
--- Como assim? Não foi feito? E o Big Bem? – indagou surpreso.
Sisenando:
--- Deixemos o big-bem sossegado. O Universo sempre existiu. Não foi feito pedra por pedra. Sempre existiu. Aquela cabotagem - (alusão a Sebastião Caboto navegador veneziano que explorou a América do Norte) – de procurar um porto seguro em baixo ou em cima, isso não condiz com a verdade. O Universo sempre existiu se refazendo constantemente. Veja uma teia de aranha. Tem ali bilhões de ruas entre outras teias. Naquele complexo sempre surge um novo Sol. E com esse novo Sol vem os planetas. Se o Mundo está se afastando é porque estão surgindo novos espaços ocupados por milhares de novos Mundos. Não seria necessário da presença de um único Deus para fazer todo esse complexo. O Universo existe e sempre existiu. E vai existindo constantemente. Se hoje a nossa galáxia vive só nesse pouco de Universo, amanhã essa mesma galáxia será tragada por outra bem maior e se fundirá com seus novos sistemas. Temos aí Andrômeda. – falou exaltado o velho maçom.
Eurípedes:
--- Bem. No vosso entender não se pode provar o que não existe? – indagou o médico.
Sisenando:
--- Muito certo. É uma questão de raciocínio lógico. O Universo sempre esteve em uma ordem. Os astros não andam às tontas. Eles têm o seu sentido. Eles caminham em um mesmo espaço. Se houvesse desordem, o Universo nunca caminharia como faz. Há uma ordem dentro dessa realidade.  O Cosmo não poderia existir se não houvesse ordem. Veja bem; se um moleque faz travessuras mesmo na rua, ele é um moleque. Isso o senhor não aceita. Furar um pneu? Nunca! Essa é a ordem existente na vossa realidade. O mesmo ocorre com o Universo. Os planetas são como esferas a rodar todas em um mesmo sentido. Se elas voltarem no meio do caminho, elas estão em um contrassenso. Então vem um cataclismo universal. Nada se entenderia. Um Universo de loucos. Veja bem: A ciência extrai de rota os loucos porque esses homens são mesmo loucos e estão fora da realidade racional. E  tais contradições não podem existir. Se o senhor trata da criação do Universo pela fé está destruindo a sua confiança e a validade de sua própria mente. Se o senhor trata da criação pela razão, então não pode acreditar em um Deus. Deus é fé. Apenas fé. E não a razão. Razão é o racional. A mente. – falou o mestre apontando o seu cérebro com o dedo.
Eurípedes:
--- Quer dizer que não se pode esperar em um Universo pela fé? – indago paciente o médico.
Sisenando:
--- É o mesmo que esperar pela vida eterna. O senhor pode olhar o Universo a achar lindo. Mas se olhar pela razão está seguindo em uma direção contrária da emoção, da fé. Quem se orienta pela fé perde o sentido da razão. – refletiu o mestre maçom
Eurípedes:
--- E o senhor é contra a religião católica? – indagou de surpresa o médico.
Sisenando
--- Não vejo nas religiões nenhuma evidencia dos dogmas cristãos ou não. As religiões de qualquer estilo inventam a existência de um deus. E para mim não tem valor. Não pode existir nenhum razão prática para acreditar no que não é verdade. – relatou o maçom.
Eurípedes:
--- Isso seria uma traição à integridade intelectual? – perguntou o médico
Sisenando:
--- O mesmo que acreditar em algo porque se acha útil e não porque é verdade. – fez questão de afirmar.
Eurípedes:
--- E  os dogmas cristão ao ser ver estão errados? – perguntou o médico
O homem sorriu para depois afirmar.
Sisenando:
--- Dogma é uma crença estabelecida por uma religião, quer cristã, Judia, islamita ou mesmo os evangélicos. É aquilo de aparenta: opinião o crença. Pensar, supor ou imaginar.  – falou calmo o mestre.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"NARA" - 54 -

- Nanda Costa -
- 54 -
TEMPOS
Com o passar das horas a calma voltou a reinar da casa de Nara. Nesse tempo, o velho mestre Sisenando estava no interior da residência onde aproveitando o tempo foi ler o novo livro recebido: DEUSES. Estava ele tão entretido que nada no mundo o faria despertar a sua atenção pois até mesmo o seu neto já havia tomado o seu braço e, mesmo assim, ele o acolheu sem dar por noção. Para Sisenando apenas a leitura o interessava. Na sala da frente os quatro amigos estavam a recitar os acordes das notas musicais. Ao piano estava Eurípedes e ao violão ficou mesmo o Fred. A moça Rócia tocava o seu violino e Nara procurava entre as revistas da estante algumas letras de composições musicais. Foi nesse ponto que alguém bateu à porta da moradia de Nara. A moça tomou um leve susto pelo inesperado. Nara foi ver quem era. O carteiro não era. Mas um rapaz fardado de policial. Ela se chocou e quis perguntar:
Nara:
--- Pronto! O que deseja? – falou a moça.
O rapaz chegou até a porta e retirou do bolso um documento e se pôs a entregar alertando:
Policial:
--- O delegado mandou entregar essa intimação a senhora Margarida Lima. Ela está em casa? – perguntou o policial.
A moça nem sabia o que falar. Sim ou não. Tão de imediato, o médico Euripedes se levantou do banco do piano e foi até a porta da casa tomando a intimação das mãos de Nara. Ele observou o conteúdo do documento e disse a policial:
Eurípedes:
--- Está entregue. A moça Margarida foi à rua. Deve voltar mais tarde. Está entregue. Para quando. ....Ah...Segunda feira. Obrigado! – falou o médico sem nada poder falar a sua noiva.
O policial foi embora e Nara nesse momento de estranha lucidez reclamou:
Nara:
--- Estúpido! Nem deixou que eu falasse! Estúpido! –e deu meia volta saindo até o interior da casa.
Eurípedes foi atrás de sua noiva e de imediato indagou:
Eurípedes:
--- E o que você teria dito? Heim? Num caso desses tem que se omitir. Você sabe omitir? – indagou o noivo.
Nara:
--- Sei mais do que você! – altercou a moça e caiu em prantos.
Eurípedes:
--- Imagine essa moça? Só sabe chorar! Temos que agir rápido! É o mesmo que se extrair uma criança. O tempo urge! Não se tem tempo! Ora!. Margarida! Onde está? – falou com voz ativa o médico.
Margarida:
--- Aqui! Que foi? – indagou surpresa a moça.
Eurípedes:
--- Intimação. Não saia de casa pra canto algum. Fique trancada. Segunda feira você vai com advogado para saber do que se trata! Está ouvindo? – perguntou o rapaz.
Margarida:
--- Ora que besteira! Não fui eu mesmo quem atirou naquele traste! – falou abusada a moça.
Eurípedes:
--- Calada! Não fale nada! O advogado é quem fala sinhá moleca! Afinal você de menor idade! E nem pode nem abrir a boca! Está entendo? – falou ativo o médico.
Margarida deu meia volta e saiu para a cozinha dizendo ainda:
Margarida:
--- Eu? Que me importa! Pois eu falo! Aquele traste merecia o que deu! – falou zangada.
Eurípedes ficou desatinado e, por um momento, não pode entender o que lhe disse Margarida totalmente abusada. Dona Ceci indagou por mais uma vez o fato da moça não poder falar como queria:
Euripedes:
--- Ela não sabe o que fala. É uma questão delicada. Margarida é menor de idade. Um homem tentou fazer sexo com ela. Sendo isso o que ela falou. E aí Margarida disparou uma arma contra o homem. Ele não morreu na hora. Mas veio a óbito instante mais tarde. Talvez por complicação do ferimento. Eu não sei bem o caso. Mas foi assim que Margarida falou. É tudo muito complexo. Eu vou agora que chamar um advogado conhecido para cuidar do caso. E já é quase meio dia. E não posso esperar. Com licença. – disse o médico resumindo toda a história.
Nara:
--- Você volta? – indagou a moça.
Eurípedes:
--- Não sei. Não sei. Ainda tenho o hospital. Talvez peça licença. Talvez. Mas eu volto logo mais à noite. Tenha certeza. Dê-me um beijo. – falou o rapaz com a cara bem preocupada.
Logo em seguida Eurípedes juntou as peças trazidas e arrastou todos os demais para ir com ele, uma vez ter de ir deixa-los nas suas casas antes de seguir a procura de um advogado. Isso foi feito. Na casa de Nara ficou o seu pai a temer.
Sisenando:
--- O caso é brabo. – comentou o homem cheio de dúvidas.
No domingo ainda cedo Eurípedes chegou à residência de Natal, vindo em seu automóvel junto com sua irmã Rócia e, logo atrás, vinha o carro do advogado Nestor dos Santos, o qual se dizia ser competente em casos criminológicos. Ele era esguio, belo e todo pronto como se fosse a uma viagem. Ao saltarem dos seus automóveis Eurípedes voltou a afirmar se a moça ainda de menor idade. O advogado entendeu e nada respondeu. A missão era a de conhecer a verdadeira história contada pela referida moça, e nada mais.  As três pessoas adentraram a sala da residência e o advogado ficou de pé. Ao notar essa falha rotineira, Eurípedes buscou de repente o auxilio de dizer:
Eurípedes:
--- Sente-se, por favor. Eu esqueci. – sorriu amargo.
Rócia penetrou de casa adentro para cumprimentar os demais. O velho senhor Sisenando já vinha pelo corredor da residência e ainda perguntou apontando com o dedo:
Sisenando:
--- É o advogado? – quis saber.
Eurípedes.
--- Sim. É ele mesmo. Tenho que ver a jovem Margarida. – falou um pouco preocupado.
Sisenando:
--- Posso ir para a sala? – indagou meio sentido.
Eurípedes:
--- Eu acho que sim. Mas na hora que a menina for dizer o fato é melhor deixa-los a sós. Eu poderei ficar como acompanhante. – balbuciou o médico.
Sisenando:
--- Bem. Se for assim, eu vou lá fora apenas o cumprimentar e depois eu volto. – disse o maçom.
Eurípedes:
--- Sim. Sim. Sim. É o melhor. – resolveu dizer o médico.
Nara segurou a moça pelo braço e caminhou até a sala de visitas. Ela também não sabia se era certo ficar ou não. E perguntou em surdina ao noivo.
Nara:
--- Fico? – indagou a moça ao noivo.
Eurípedes:
--- Não sei. Eu acho que deve ficar. – falou em murmúrio o médico.
Margarida.
--- Ora vocês são uns néscios. Eu vou sozinha. – falou embrutecida.
 

sábado, 11 de maio de 2013

"NARA" - 53 -

- Bruna Marquezine -
- 53 -
DEUSES
Em sábado da semana seguinte estavam reunidos na sala da residência de Nara, o seu noivo Eurípedes, a sua irmã, Rócia e um amigo de todos: Fred. Os quatro tinham de saber qual seria a pauta da apresentação do quarteto no mês de agosto quando estariam a se apresentar no Teatro “Carlos Gomes”. Havia uma discordância por alguns itens da apresentação, devido o tempo tão escasso imposto pela Direção do Teatro. Por isso, os quatros chamados por “Quarteto Garagem” prevalecendo a ideia primeira ditada por Nara discutiam qual seria a música na abertura do programa. Eurípedes era o mais exaltado e sempre dizia:
Eurípedes:
--- Não tem primeira. Qualquer uma serve. Nara ao violão vai ter que cantar! – relatou o noivo.
Nara:
--- Por que eu tenho que cantar? E se eu estiver rouca? Nada disso! – respondeu exaltada.
Eurípedes:
--- Ah! Se estiver! Mas se não estiver vai cantar um bolero ou qualquer merda parecida! – respondeu o seu noivo.
Nara:
--- Merda é? Merda é? Pois eu não vou nem “morta”! – respondeu embrutecida a moça.
Rócia:
--- Calma gente! Vamos com calma! – sorriu a moça a contemplar o desatino.
Fred;
--- Eu só espero que essa briga não torne a haver uma nova “bomba atômica”. – sorriu.
Nara olhou para Fred com a cara trancada e Rócia se pôs a sorrir pela “briga” do seu irmão com a noiva.
Nesse ponto entro em sua casa o senhor Sisenando com um sorriso largo na face e uma brochura muito grossa na mão direita. E ao ver Eurípedes, exclamou:
Sisenando:
--- Está aqui meu rapaz: o livro que me faltava. “DEUSES”! Importante livro! – exclamou o homem a balançar a brochura no espaço.
Nesse ponto, todos olharam de uma só vez, menos a filha do mestre. Nara pegou o seu violão e passou a dedilhar as cordas a procura de um verso qualquer. E encontrou um que era sucesso na ocasião e versou o tema com voz miúda.  O mestre a observou e adiante relatou ter sido comprado no Rio (de Janeiro). E ele era o primeiro a ter esse livro na Capital.  Disse isso e sorriu. O mestre entregou o livro a seu futuro genro para ele ler algo. O que fez Eurípedes a lembrar da conversa tida com o venerável Sisenando quando o homem falou sobre os Sumérios, primeiros homens das estrelas vindos há mais de 450 mil anos. Eles, os Sumérios, já encontraram outros homens rudes e proferiam palavras como se os Sumérios fossem deuses. Os Deuses das Estrelas.  Coberto pela sabedoria de Sisenando, dessa vez, e pela vez primeira Eurípedes obedeceu ao privilégio de ser um dos mais conhecedores daquele impresso tão raro de se encontrar no mercado livreiro. Por final Eurípedes indagou ao venerável instalado:
Eurípedes:
--- Mas esses Deuses não tratam apenas da Grécia? – indagou preocupado..
Sisenando:
--- Também! Também! Mas na continuação ele trata de mais deuses! Essa é a questão! – sorriu o venerável instalado.
E continuou a falar sobre mistérios encobertos pela ciência.
Sisenando:
--- Temos que observar artefatos de três bilhões de anos. Esferas de Klerksdorp. Verdadeiro mistério. Esferas extraídas de mina da África. Essas esferas foram feitas de um material não encontrado na nossa natureza. São esferas que não se arranham nem por lâminas de aço. E se são abertas mostram um material esponjoso se transformando em poeira em contato com o ar. E essas trazem uma semelhança com a misteriosa Lua de Saturno. São esferas de três bilhões de anos quando nem se pensava em existir vida humana aqui. Isso vem comprovar que o nosso planeta foi habitado por civilizações alienígenas. Mistérios meu caro jovem. Mistérios! - pontuou o mestre
Os dois amigos – Fred e Rócia – que se encontravam a observar atentos à conversa do mestre tiveram ligeiro arrepio chegando Rócia a passar a mão em seus braços por terror. Sisenando teceu um leve sorriso e logo após continuou a sua conversa.
Sisenando:
--- Algo mais: Enoch, figura bíblica. Ele, propriamente, não faz parte da Bíblia. No Antigo Testamento só existe só uma frase sobre Enoch. No entanto, nos textos apócrifos Enoch aparece em muitas das Escrituras. Tem nos Apócrifos o Livro de Enoch. Ele escreve como sendo ele mesmo o homem que estava presente nos acontecimentos. E Enoch era mais antigo do que os homens da Bíblia. Ele conta que, por durante trezentos anos foi levado pelos “deuses das estrelas” a conhecer o chamado “divino”. Por onde Enoch esteve aprendeu a língua e a escrita com a capacidade de relatar a todos inclusive pelo nome dizendo quem era astrônomo. Tem-se notar que os extraterrestres estiveram entre nós nos dando à tecnologia para os seres da Terra a avançar nas suas culturas. – explicou o grande mestre.
Rócia:
--- E o senhor sabe todas essas coisas e não as publica? Ou mesmo escreve? – indagou com inocência.
O grande mestre então sorriu e fez questão e relatar ser ele um mero instrumento. Alguém tem maior capacidade de fazer.
Sisenando:
--- Minha senhora: A sociedade não pode aceitar que as histórias sejam verdadeiras. – e sorriu.
Rócia:
--- Mas como não são? O senhor está ciente disso tudo. E alguém pode encontrar falácia  nessas suas histórias? – interrogou a moça como a incitar.
Sisenando sorriu e olhou bem para Eurípedes como a querer indagar sobre tudo o que á foi dito. O  médico o observou e nada respondeu. E dessa forma o grande mestre continuou.
Sisenando:
--- Veja bem o que vou te contar: quase todas as religiões têm “divindades” com poderes e habilidades espetaculares. Essas civilizações vem à Terra e influenciam a vida dos homens. Essas são chamadas “deuses” ou “deusas” das estrelas e estão aqui. Elas dão ordens, elas forçam os humanos a determinadas coisas. E um dia elas desaparecem. Pessoas das antigas civilizações sabiam das viagens espaciais. Havia comunicações entre outros seres de outros planetas. E  as verdadeiras provas estão sendo encontradas. – explicou o grande mestre.
Eurípedes:
--- Existem textos indianos escritos em sânscritos que sugerem a existência de carros voadores. – falou o médico.
Fred:
--- Eu vi falar nessa tal conversa. – respondeu o rapaz.
Sisenando:
--- Conversa? Conversa? Mas ora veja só. Conversa? (exaltado). Pois muito bem: Numerosas descrições das Imannas (Máquinas Voadoras) existem descrição de objetos voadores datados de cinco mil anos ou mais que pareciam estar em dois lugares ao mesmo tempo e movimentava-se como uma borboleta. Esses objetos voadores têm cerca de trinta metros de largura. Tais experimentos possuíam um feixe de luz que, apontado para o alvo consumia com o seu poder. – falou extenuado o velho mestre.
Eurípedes:
--- É provável! É provável! É só a gente ir até a Índia. Faríamos nossa apresentação e conseguiríamos maiores conhecimentos. Está bem turma? – indagou o médico com a intenção de tranquilizar o mestre.
Esse não se conteve e arrastou o livro das mãos de Eurípedes e saiu da sala a olhar depressa para os demais visitantes. A chegar a sala de jantar ainda vociferou alguma coisa que deixara travada em sua garganta. Por sua vez a filha de Sisenando olhou para o seu noivo e relatou:
Nara:
--- Cuidado com o coração do meu pai! – falou em surdina.
Rócia:
--- E ele sofre do coração? – indagou preocupada.
Nara:
--- Toma remédio ao se levantar, pela manhã. – explicou com sutileza.