segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"DEUSE" - 29 -

- HITITAS -
- 29 -
APOCALIPSE
Após a refeição do almoço, todos foram para os seus labirintos onde procuravam repousar um pouco para que o seu organismo se refizesse de abundando comida ingerida. Era um descaço normal tanto para os Sumérios quanto para os terráqueos. As luzes taciturnas do meio ambiente calmo desapareciam de vez tendo quase sumido por completo do recinto natural. Não havia grilos ou cigarras para perturbar o sono indigente de cada qual naquela hora. E não se sabia se era ocaso ou não, pois sol não ditava as horas do meio do caminho. No misterioso Universo, bem além do planeta Terra, a nave mãe cochilava também com a tranquilidade genérica do lugar de onde estava. Ratos ou sapos, nem pensar. Na nave interplanetária não havia nada conhecido dessa espécie. O que havia era o aplacado silencio movido apenas pela gigantesca nave a viajar ao sabor do nada. Podia-se ver quanto se estava para outro lado, às estrelas cadentes em passagem vertiginosa pelo espaço infindo. No espaço onde repousava o noviço havia de tudo um pouco. Coisas simples que ele não ousava tocar, como pequenos tabletes mini Ipad que ele não ousava tocar. O temor era o maior de todos os fenômenos. O noviço perambulou com todo o seu olhar pelo meio ambiente até o sono chegar. Foi um sono tranquilo, mas repleto de sonhos onde ele se via em outro mundo a conversar com seres humanos estranhos. No sonho ele sabia os nomes de todos e de cada um. Havia árvores verdadeiramente gigantes por onde ele passeava. Uma jovem senhorita se fazia presente a conversar sobre algo. Uma casa simples em meio de outras. O noviço percebia que estava despido e com rapidez se fazia trocar de mudas enquanto a moça tagarelava com ele à sua vontade. Na rua, havia apenas árvores de um lado enquanto de outro havia apenas casas simples de duas cobertas apenas. Um homem falava alto de um canto qualquer da sala mais para dentro o que deixava o noviço sem notar bem quem articulava. Por mais que procurasse o noviço, ele não percebia ninguém na rua. Apenas a jovem senhorita. De momento ele sentiu entusiasmo em beijá-la, mais temia a voz do homem vindo de trás. Uma ladeira talvez tivesse a descambar em um olheiro onde água abundava. Ele não percebia o olheiro. Apenas sabia da sua existência naquele distante recanto onde talvez houvesse aves pequeninas a cantarolar.  Ao despertar, o noviço ouviu interfone a chamar de imediato o rapaz o atendeu. Uma vez peculiar lhe quis saber:
Sacerdotisa:
--- Dormias? – indagou a mulher com sua voz suave:
O garoto procurou se restabelecer do sonho ainda a lhe ofuscar o pensamento e então respondeu.
Noviço:
--- Um pouco. Eu estava a sonhar com casos de infância. – respondeu o rapaz a coçar a sua cabeça.
Sacerdotisa:
--- Perdoe-me. Eu não queria acordá-lo assim. – replicou a mulher de forma ingênua.
Noviço:
--- Eu não sei é noite o dia. Aqui é tudo confuso. – se esticou o rapaz de modo a se refazer por completo
Sacerdotisa:
--- Para muitos é dia. Mas para nós é noite sempre. Bem. Não vos querendo perturbar, eu tenho aqui, no meu quarto algo que talvez o interesse. Queres ver? – indagou a moça.
Noviço:
--- Ah sim. Eu desejo ver. Podeis deixar-me eu arrumar e estarei em breve em seu quarto! – respondeu o rapaz com a pura vontade de fazer micção.
De imediato o garoto buscou o sanitário onde pode fazer a sua micção e depois, a vestir sua túnica de monge calçou as sandálias de couro de colho se fazendo presente o cômodo da Sacerdotisa um local acima. A porta já estava aberta e a Sacerdotisa Magda o esperava com um sorriso nos lábios. Não havia diferença entre um cômodo e outro a não ser por uma mesa pequena onde se espalhavam montes de pergaminhos, escrituras, uma Bíblia para estudo e outros materiais provavelmente sumerianos, acadianos e até mesmo hititas. Um grande mapa tomava conta da ampla mesa de estudos não divulgada por ela na sua imensa aula dos Sumérios. A Sacerdotisa veio ao encontro do rapaz e o cumprimentou amistosamente a relatar.
Sacerdotisa:
--- Nós temos algo a vos mostrar. Com certeza vós já conhecestes bem. De qualquer forma nós vos apresentamos. Escute-vos. Há uma matéria bem diversificada do nosso sistema Universo. O Buraco Negro. É o tempo e o espaço unidos em um violento nó. É maior de todos no Universo conhecido. É o maior existente no nosso sistema. Ao contrário de uma estrela, ele não emite luz. Talvez seja o lugar onde o espaço e o tempo seja totalmente deformado. Os Buracos Negros são corpos estanhos no mundo. A ideia da presença de alguma coisa estranha poderosa a explica no centro de nossa galáxia. E hoje se torna clara. O centro de outras galáxias está repleto de estrelas. Mas ao se tentar ver o centro de nossa galáxia percebe-se que as estrelas estão ocultadas por uma camada grossa de poeira. Antes de tudo, vos quero dizer: tudo no Universo vai explodir. É o Apocalipse Cósmico. O ano é vinte bilhões A.D – isto é ANNO DOMINI ou Ano do Senhor – Nesse tempo há algo profundamente errado com o Universo. Desde o seu nascimento explosivo o Universo se expande, crescendo continuamente em um infinito desconhecido. No entanto, um dia, num futuro distante veremos no Céu que as galáxias do todos os quadrantes invertem seu rumo se dirigem contra a nossa própria Via Látea. A implicação catastrófica é fatal. O Universo está se desfazendo e tudo o que nós conhecemos deixará de existir. A vida está condenada. Todas as galáxias irão colidir e as estrelas dentro delas serão esmagadas. As estrelas e os planetas vão colidir. Os planetas serão engolidos por estrelas. Toda vida inteligente morrerá. O Universo acabará em uma explosão como uma bola de fogo cósmica. Esta é a visão do Apocalipse de acordo com uma teoria conhecida como Big Crant. Toda a matéria do Universo vai se juntar de vez. Hoje, o Universo se expande. A cada dia há mais espaço porque as galáxias estão se distanciando. O oposto acontece no Big Crant.
Noviço:
--- Eu já sabia dessa história. Porém eu não acreditei de verdade. – falou o rapaz angustiado.
Sacerdotisa:
--- Portanto vós já sabeis. O igual acontece com o Buraco Negro. O Monstro da Via Láctea. Existe muita poeira dentro da galáxia. É completamente opaco. Alguns tipos de luz podem passar pela poeira. Mas já é possível se avistar mais estrelas. E a poeira já está atravessada. E hoje se sabe onde está o centro da Via Láctea. Por sinal já é avistável as estrelas. Mas a questão é o Sol. No astro tem um buraco negro. Não é preciso que vós assusteis. Eu vou vos dizer um segredo cósmico. Mesmo se vós não quiserdes ir, ao menos tente escutar. O Sol abre um buraco no espaço. E esse buraco desvia a luz. Quando não é o Sol, então é a galáxia inteira. Esses abismos sem fundo engole a luz. Por tal motivo se chama de buraco negro. O Sol tem o seu buraco negro. Quem se destinar ao sol, deverá entrar, se for possível, também no buraco negro. Esse fator independe do aquecimento do Sol. Na verdade o Sol é quente por demais. Entretanto quem migra por seu buraco negro não encontra tão enervante calor. Quem for enfim terá a oportunidade de atravessar o Sol, por dentro mesmo, e pegar o chamado buraco branco. Quando chega a esse buraco, então encontra outro espaço. O chamado Multiuniverso, ou seja, a duplicidade do seu sistema solar. É nesse sistema que o homem terá a ocasião de olhar os outros homens e verá casos parecidos com o nosso sistema planetário ou solar. Por exemplo: se eu ou vós for a esse Multiverso, vós encontrareis teus amigos ainda vivos, apesar deles terem morrido. Vós encontrareis pessoas que vós não conheceis agora, aqui. Mas no duplo Universo essas pessoas estão vivas. Vós encontreis as vossas namoradas, apesar delas não existirem agora nessa Terra. Vós encontrareis pessoas pobres que não conheceis. Mas assim mesmo elas existem de verdade e são tuas amigas. Ou encontrareis pessoas abastadas que nunca vistes. Tudo isso existe no segundo Universo. Quase sempre ao contrário. Entendestes agora? – indagou a mulher a sorrir.
O rapaz se compenetrou para poder de vez falar:
Noviço:
--- Eu não acredito nessa história. Só vendo de verdade. E olhe lá! – respondeu o noviço a coçar as mãos com o queixo.
Sacerdotisa:
--- E por que vós não experimentais? – indagou a mulher com seus olhos brilhantes.
Noviço:
--- Quando? Agora? O Papa de mata! – relutou alarmado.
Sacerdotisa:
--- Qual nada! Vós estais a alimentar o temor. – sorriu a mulher.
Noviço:
--- Sim. Pode ser. Eu vejo o futuro imediato. Se eu for a essa aventura estarei posto pra fora da Ordem. – reclamou o rapaz.
Sacerdotisa:
--- Qual nada. A Ordem não vai saber. A não ser que vós confessais. – sorriu com calma a mulher.
Noviço:
--- Pois é. Eu tenho que confessar e ainda fazer por cima o “suplicio”. – responde com muito temor.
Sacerdotisa:
--- Qual suplício? Ainda vós tendes “suplicio”? – indagou a sorrir.
Noviço:
--- Imagine! Uma corda dobrada em quatro nós. – tremeu de pavor o rapaz.
Sacerdotisa:
--- E por que vós não deixais o Mosteiro? – perguntou a mulher.
 

domingo, 4 de agosto de 2013

"DEUS" - 28 -

- ALMOÇO -
- 28 -
VIAGEM
O Sacerdote Ótaka convidou a todos para uma lauta refeição após a decisão dos Governos da Terra em permitindo a chegada dos Sumérios ao seu habitat natural, criado há vários milênios pelos próprios homens sumerianos. O Sacerdote não se esquecia em falar dos “infernos” de fogo por os Sumérios atravessados quando eles estiveram na Terra pela vez primeira a quinhentos mil anos quando tudo nesse local precisava de toda a sorte de engenharia sumeriana. Foi um trabalho gigantesco com a ajuda dos Anunnakis os homens que vieram do Céu e por isso mesmo a gente da Terra, uns poucos habitantes, chamavam-nos de “deuses”. Não havia progresso nenhum como água encanada ou coisa assim. Os Anunnakis procuravam fazer dos poucos seres encontrados uma família maior de homens e mulheres. Queriam eles reduzir em tamanho o povo aqui encontrado. Se conseguissem reduzir os aborígenes já era um passo de gigante. Para tanto, os Anunnakis começaram a fecundar as mulheres e fazer com os homens o mesmo principio para que pudessem fazer o mesmo. Foram muitos anos a se fazer homens e mulheres da forma mais parecida com os Sumérios. Um dia então, eles vibraram com a capacidade de se fazer o gênero humano. O homem Adamo estava fabricado em uma experiência exemplar de colher os seres então pacíficos.
Ótaka.
--- Para melhor vós o conhecerdes temos uma vasta história a contar. E nós podemos iniciar com o primeiro ser que os terráqueos intitularam de “deus”. Seu nome era Enki caracterizado com a ave, a cabra e as correntes de água. Enki entre nosso povo era o “deus” das águas doces. A água tinha um significado também relacionado com o conhecimento ou a sabedoria. Por esse motivo Enki era também conhecido coo o deus do conhecimento e da sabedoria, portador dos segredos da vida e da morte. Eu peço a Sacerdotisa Maja Magda para contar mais um pouco da história. Prossiga! –
A Sacerdotisa sorriu. Logo após se compenetrou e falou com o Monge, o Noviço e o restante do pessoal sumério em volta à mesa do almoço.
Sacerdotisa:
--- Com imenso prazer senhor Sacerdote. Bem, falo para os visitantes. Enki é o filho primogênito de Anu com uma concubina chamada Ninki que significa “Senhora da Terra”. Ela era filha de Alalu onde este se tornou pai de Enki por matrimônio. Ninki teve filhos com Enki, dos quais se destacam Marduk antes de Nabucodonosor. A descendência genealógica de Enki narrada em tábuas de argila pelas antigas civilizações começa a se tornar desconhecida após a queda do antigo império Babilônico. Mas Enki continuou a ser relatado e renomeado como Deus da Suméria. O nome Enki significa “Senhor da Terra” em referencia ao vosso planeta Terra. A civilização suméria criou os doze signos do zodíaco. Enki foi ele que iniciou a extração de pedras e minerais das águas, com exclusividade do ouro. Uma tábua de argila Suméria descreve tais fatos. Enki, após trabalhar duro na construção de Eridú que em Sumério significa ”lar distante”, passou a descansar no sétimo dia, um claro paralelo encontrado na Bíblia, onde o sétimo dia de descanso do grupo de 50 heróis também deveria ser o dia de festejo e recordações de seus feitos. Após esse tempo, Anu envia Enlil, meio irmão de Enki para governar a cidade de Ki. Enlil fundou a cidade de Eridú e em conjunto com sua meia irmã Ninmah e seu filho Ningishzidda participou do momento da criação do homem usando o seu próprio sangue – hoje chamado DNA – na concepção. Nesse tempo houve o diluvio e uma grande Arca foi construída a qual se introduziu partes da sua gente. Essa Arca foi conduzida por Ziusudra. Esse nome foi modificado por outros homens. O Genesis escrito séculos depois intitulou o homem como Noé. É claro que foram usurpadas as escrituras do nosso povo.  Alguma dúvida? – indagou a Sacerdotisa. E olhou para os dois convidados.
E o Monge ficou calado. Em um momento apenas disse:
Monge:
--- Não. Prossiga. – falou o monge com os braços cruzados.
A mesa estava posta com diversos tipos de assados, inclusive o peru que agradou demais ao noviço. Ele olhava constantemente para a ave então assada. Mas não se atrevia a tocá-la. E dessa forma apenas a olhar o peru ficou atento o noviço acompanhou a fala da Sacerdotisa.
Sacerdotisa:
---  Um dos símbolos de Enki também era a serpente devido a sua participação na criação de Adamu entrelaçando as duas essências, dos Deuses e dos homens. Por este motivo existe há quem defenda que este Deus seria também a serpente do Éden por um ato deliberado cometido contra uma de suas próprias criações onde nasce Adapa, a Eva por assim dizer. Segundo os Sumérios é a partir de Adapa e não de Adamu que nasce K-in e Aba-el que eram irmãos gêmeos. O (Caim de Abel na bíblia). Enlil era deus (dingir) sumério do Ar, senhor das tempestades e outras manifestações naturais ligadas à atmosfera como o raio e o trovão. – e a Sacerdotisa olhou para o Monge. Nada a falar, ela continuou – Era, a cima de tudo, considerado o conector entre o Céu e a Terra, sendo o responsável pelo distanciamento entre os mesmos. Era também o senhor dos ventos e do ar. Segundo os mitos, assim que apareceu se colocou entre seu pai Anu (o Céu) e sua mãe Antu-Ki (a Terra), distanciando-os para sempre. Tal evento provocou um coito interrompido e uma má gestação que ocasionou no nascimento de deuses híbridos, os Utukku. – a Sacerdotisa parou e olhou para o Monge, mas nada perguntou. E resolveu continuar a ler os escritos de sua Bíblia – Livro Sagrado -.
Sacerdotisa:
--- Os mitos principais de Enlil estão relacionados com as disputas com os meio-irmãos Enki e Ereshikigal, o casamento com Ninlil. Quando Enlil ainda era um deus jovem, se apaixonou por Ninlil. Mas antes a violentou antes mesmo do casamento. Ninlil foi até a presença dos grandes Anunnakis e pediu justiça. Os 12 grandes deuses decidiram pela morte de Enlil. Então ele foi expulso de Dilmun (a casa dos deuses) para habitar com Ereshkigal em Kur-Nu-Gia “A Terra do Não Retorno”. Porém Ninlil o amava e decidiu seguí-lo até o submundo. A chegar diante dos três primeiros portões do reino de Ereshkigal, encontrou com seus guardiões, que na verdade eram disfarces de Enlil. Sob esses disfarces, Enlil convenceu Ninlil de que só poderia passar se lhe concedesse favores amorosos. Ninlil logo percebeu quem era e assim o fez, sendo fecundada e gerando Ashnan, Ninazu, Nergal, Ninurta e Nanna. Durante o período em que esteve nos domínios de Ereshkigal, teve de se submeter a ela para retornar ao reino dos vivos e assim gerou com ela Namtar, o vizir da rainha infernal. A tradução do seu nome em sumério dá precisamente “Senhor dos Ventos”. Era particularmente venerado na cidade de Nippur e tinha um caráter nacional em toda a Suméria. – falou a Sacerdotisa ao Monge e ao olhar o noviço. Como se nada apresentou a mulher continuou.
Sacerdotisa:
--- De resto, durante um período anterior há 60.000 anos antes de Cristo, Nippur tornou-se um centro político muito importante. Inscrições obtidas das placas sumerianas escritas em cuneiformes mostram que Enlil era o líder de um extenso o populoso panteão de deuses e deusas. Essas inscrições referem-se a ele como o Rei das Terras, Rei dos Céus e da Terra ou Pai dos Deuses. O Pavilhão em Nippur tinha o nome de Ekur, ou seja, “A Casa da Montanha”. Existe inclusive  quem queira associar esse templo à Torre de Babel, uma vez que esta sugere uma construção enorme semelhante a uma montanha. Enlil fazia parte dos Anunnakis – aqueles que do céu a terra vieram -. A Terra estava sob o comando de Enki, que teria sido o primeiro da família dos Anunnakis a chegar a este lugar. Enlil criou o Jardim do Éden e o homem. Enki aperfeiçoou o Homem. A Bíblia usurpada refere em Gênesis: ”Façamos o homem à NOSSA imagem, conforme a NOSSA semelhança”. Isto é: “DEUSES”. Embora os Sumérios tiverem criado um tipo de paralelo entre Enlil e Elói existe diferenças básicas e cruciais entre um pensamento hebreu e sumério acerca de tal coisa. Todo o Tanak – a Bíblia Judaica – dedica-se ao conceito de que Deus não tem forma e não pode ter uma representação física ou qualquer tipo de característica humana ou animal, diferente da forma de adoração e interpretação de Enlil, onde as imagens e personificações eram tidas como atributos reais sempre foram interpretados pelos eruditos judeus que os versículos do Tanak que admitiam características a Deus, como “bom” ou “forte” ou “poderoso”, são metáforas feitas para que o ser humano tivesse capacidade de entender em suas limitações, tanto que a tradição judaica explica que a Torá (Pentateuco) possui quatro níveis de interpretação, indo do mais raso ao mais profundo. Nós podemos dizer que temas bíblicos como “Adão e Eva”, “Dilúvio”, podem ser tomados como metáforas, e não eventos reais, inclusive a explicação judaica para Adão e Eva consiste em que tal metáfora é um mapa da mente humana, e não um fato real. Na verdade, Adamu é a “humanidade”. Eva é “a vida”. Não pode haver um sem a outra. – finalizou sua explicação a Sacerdotisa.
O Monge estava atônito com tais explicações. Duvidar era impossível. Acreditar em um só Deus era uma questão de fé. Ele poria dúvida na palavra da Sacerdotisa. E para esfriar completo a refeição seria bem melhor comê-la a uma só vez a saborosa carne do peru o qual deixava transparecer a sua delícia. E à ordem de Ótaka, o Monge alargou a saborear como um glutão as coxas receadas da ave. E em seguida fez o mesmo o “frangote” Euclides de Astúrias estudante do noviciado. E todos os mais degustavam com prazer a comentar os feitos heroicos dos sumérios na Terra do Sol. Alguns perguntava o por que do dilúvio. A resposta vinha a qualquer modo:
Comandante:
--- Chuvas torrenciais! – falava sem sossego o comandante enquanto degustava a carne de porco.
Após o almoço, a Sacerdotisa Magda procurou falar com seu rebelde aluno se ele estava disposto a conhecer o multiverso e observar de perto aquilo que dizia haver, na verdade. O noviço, angustiado, não sabia o que falar. E apena perguntou:
Noviço:
--- É longe? – indagou cismado.
Sacerdotisa:
--- Nem um pouco. Logo depois do Sol! Vamos? – indagou com um olhar bem aceso para o noviço.
O rapaz manteve-se quieto por alguns momentos para ouvir o Monge Ambrósio se estaria de acordo:
Monge:
--- Você está louco? Vai se meter numa aventura desse tipo? – esbravejou o monge.
E o rapaz ficou em um impasse terrível. A coçar a sua cabeça e fazer a cara feia como desgosto, nada pode falar se podia ir ou não. Uma coceira das partes de baixo deixou o noviço mais intranquilo. Seria melhor desistir ou deixar para outra vez, com certeza. No entanto o sonho de conhecer o ser de outro Universo era inquietante. O noviço conhecer um buraco negro era uma aventura sem igual. Viajar pelo tempo sem fim à procura de mais vidas e, talvez ele mesmo, seria uma fantástica viagem ao mundo distante e tão perto de se alcançar.

sábado, 3 de agosto de 2013

"DEUS" - 27 -

- ALEGRIA -
- 27 -
GRITOS
Gritos ensurdecedores se fizeram ouvir por todo amplo sistema de som embutido da nave-mãe de uma forma impressionante. Eram urras de apupos, e um barulho infernal os quais não se podia nem ao menos perceber. E todos os que estavam no salão de audiências vibravam como um cão. A poderosa nave tinha seu sistema de som por toda a cadeia de noticia e informações por onde o veículo estivesse. O alarde se fez presente naquela hora onde o Sacerdote Ótaka se mantinha calado, porém com um breve sorriso. Ele era a maior autoridade da nave mãe e estava à espera de alguma decisão dos governantes da Terra. E a decisão se fez presente onde todos os sumerianos congratulavam-se de plena alegria e regozijo total. A informação era dada a todos os habitantes da nave. A votação se procedeu como os sumérios queriam. Cinco votos “sim” e um voto “não”. O voto negativo tinha sido dado por Israel. Por essa razão os Sumérios já esperavam. De há muito a desavença existia entre as duas raças, mesmo com os sumérios sendo os primeiros na Terra. Os Anannukis foram os primeiros homens e mulheres a habitarem a Terra mesmo tendo encontrado uma raça bruta na faixa da Mesopotâmia entre os rios Tigre e Eufrates. Os Anunnakis são a divindade suméria conhecidos como “aqueles de sangue real” ou “prole do príncipe”  evidentemente. Os Anunnakis eram um grupo de “deuses” mais conhecidos como “Igigi” antigos nomes de “grandes deuses” ou “aquele que vigia e vê”. Essa é a tradução para Anunnaki. Eles tiveram na Mesopotâmia da época do dilúvio de Atrahasis. O nome Anunnaki também se refere aos deuses do Céu coletivamente. Eles aparecem no mito da criação. Na versão final ampliada, Marduque, é o deus protetor. Marduque foi declarado Deus Supremo da Babilônia e dos Quatro Cantos da Terra. Essa é a história contada pelos Sumérios e deixada em uma Pirâmide do Egito. Foi nesse contexto que Moises usurpou o Livro (Sagrado) sumeriano e declarou ser ele o feitor. Moises era judeu e tornou-se príncipe do Egito. Desde aquelas épocas havia guerra entre Sumérios e Judeus mesmo muitos tempos depois de ter sido feita a raça humana pelos Anunnakis, aqueles que vieram do Céu como o povo da Terra os chamava.
Com essa vitória acachapante do povo sumério, em todo o mundo começava o festejo. Dos Estados Unidos à China, de Moscou a Inglaterra era o povo a tremer de alegria. Isso se podia chamar em um verdadeiro “carnaval”. Naves saíam da Terra enquanto que outras chegavam. O povo nas ruas, a miúde, e logo após a grande massa batucando em tambores e latas. A soprar os instrumentos de forma desigual e ao compasso desavisado dos alegóricos delirantes acadêmicos populares. As naves zuniam no céu aberto e em baixo a multidão arrebatada a se abraçar e cantar.  Nos altos dos edifícios de Nova York o povo gritava de alegria. O símbolo sumério foi de imediato mostrado em uma das janelas de um apartamento de uma avenida americana. O Símbolo da Águia de Dupla Cabeça assentada com suas garras sobre um leão. As penas das asas da águia eram das corres marrons avermelhadas. As duas cabeças eram de cores brancas. E as patas que sangravam o leão eram também de cores brancas. Em volta do corpo do leão pairava um arco de cor amarela. Um fundo negro de projetava de dentro do arco. Acima das duas cabeças da águia uma coroa ostentando um triângulo. Por dentro do triângulo havia um número indecifrável. E dos lados das garras projetavam-se estrelas com tonalidades amarelas. E o leão sangrava de morto. Esse era o símbolo dos Sumérios. O Símbolo da Águia. Esse pavilhão sumério nunca mais tinha sido exposto ao povo de qualquer nação. Os Sumérios dormiam calados ao longo do tempo. Apenas nas naves espaciais um logotipo surgia com esse símbolo. Na Terra, era o total e enigmático silêncio. Com a notícia de sua libertação o povo foi às ruas em todas as capitais e cidades do mundo inteiro com exceção de Tel Aviv e cidades do país de Israel. As festividades de emoções duraram dias e noites. Bares abriram suas portas após a meia noite em locais onde já estavam fechadas. O ruído começou aos poucos e indo engrossar com o levar das horas por toda aquela eternidade. A Quinta Avenida de Nova York foi um atropelo total. Das janelas dos arranha-céus a mocidade cantava delirante como em êxtase embriagadora. Bandeiras da Águia tremulavam na mistura entre outras bandeiras dos Estados Unidos, França, Espanha, Rússia, Alemanha, Itália, Japão, China e até mesmo do Brasil. Era uma só para quem pudesse ver. Em todo esse clã a bandeira que mais tremulava era a dos Sumérios. Nunca se tinha isto uma bandeira daquela forma. A águia de duas cabeças a matar o seu leão com as suas garras afiadas. No Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até mesmo na Bahia ou na Capital Federal era uma estrondosa ovação. O povo emotivo a cantar e assobiar com as suas bandeiras e os seus tambores. Era uma alegria sem precedentes a demonstrar os homens, mulheres rapazes, moças e crianças. Eles cantavam marchas de carnaval ou algo parecido. Uma ampla faixa era levada por grupo de ruídos rapazes pela Avenida de Copacabana onde se lia: “Viva a Suméria”. A turba aparentemente enfurecida gritava por todos os cantos: “VIVA A SUMÉRIA!”. Um grupo de audazes manifestantes socou com força um rapaz por eles identificado como “judeu”. Quando a tropa policial chegou ao recinto a turba já estava misturada com o grosso de foliões e não mais se podia identificar. O pobre judeu foi levado para o Hospital Israelita para onde seguiam outros enfermos da pancadaria dados pelos ferozes manifestantes.
Nos aeroportos do mundo inteiro os aviões recebiam ordens de decolagem para as capitais dos demais países do Oriente e do Ocidente. Dos Estados Unidos partiram voos lotados de israelitas em busca de maior segurança nos países do Oriente Médio. Outros aviões chegavam repletos de turistas para festejar com emoção a vitória almejada. França, Inglaterra, Espanha, Rússia, Alemanha, China, Japão eram os maiores países da demanda de turistas. Toda essa gente se dizia descendente sumeriana. Era um caso impressionante essa chegada aos países do norte e do sul. Os menores países do mundo, como o Reino do Bhutão, igualmente festejavam com exultação a vitória esperada ao logo do tempo pelos países envolvidos na tragédia do espaço. Ramalhetes de flores eram entregues aos que chegavam das nações não envolvidas nesse drama pelas recepcionistas dos aeroportos. Viam-se gentes da Índia, Myanmar, Sri Lanka e até mesmo do Vietnã ou Afeganistão.  Exultantes os viajantes trajando roupas multicoloridas se enfeitavam com os buquês de rosas dadas por seus anfitriões.
Do fundo do Oceano Atlântico as naves interplanetárias jorravam como jatos de água para o espaço sideral onde se metiam entre a nave-mãe após um curto voo. Era enorme a quantidade dos chamados Discos Voadores. E na sua volta a nave-mãe os tripulantes das naves eram todos exultantes com a vitória conseguida pelos Governos da Terra. E transmitiam as últimas e quentes noticias colhidas e não transmitidas pela rede televisiva. Com relação a essa rede, os aeronautas diziam está tudo bem. Todos os campeonatos de beisebol, futebol, boliche e outros mais voltavam a ser praticados no final de semana dando continuidade ao que fora interrompido. Os voos das naves espaciais tinha feito vistas aos campos do Peru, México e Egito. Tudo estava resolvido sem maiores atropelos.
Entre todos os atropelos havidos um deles se passou em um Estado do Brasil. Duas mulheres se encontraram da rua em meio à multidão entusiasmada e um indagou por tanta vibração não vista antes:
Mulher-1
--- Olá Mabel. Estás vendo o povo contente? – indagou à primeira.
Mulher-2
--- Estou. É o campeonato do time São Paulo? – responde assustada com um balaio de compras nas mãos.
--- Que nada. Você não tem televisão? – indagou à primeira.
Mulher-2
--- Não. A da minha casa pifou e o homem não ajeitou ainda. – disse a mulher desconsolada.
Mulher 1
--- Ah. Então você na sabia? – indagou a mulher Um.
Mulher-2.
--- Não. De que? – perguntou assustada a segunda mulher.
Mulher-1
--- Os americanos deram vitória ao México. Veja a cantoria. – disse a mulher um a gargalhar.
Mulher-2
--- Então foi isso? Então eles vão poder viajar para a Alemanha. – teceu de imediato a mulher dois.
Mulher-1
--- É. Parece. Quem sabe? Eu sou quem não vai lá! – disse a mulher Um torcendo a cara e saindo.
Nas Igrejas Evangélicas os fieis se amontoava para as suas orações pelo ocorrido. Todos estavam inquietos com a barulheira infernal dos batuqueiros. Era tudo mundo a gritar louvores da Jesus e pedir a paz para todos. No meio das orações uma mulher transtornada se pôs a rezar:
Mulher:
--- Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é convosco, Bendita sois vós. ... – e neste ponto foi interrompida por outra mulher.
Outra:
--- Não é essa oração, sinhá burra. É outra! – falou embrutecida a mulher.
Mulher:
--- Ah! É mesmo. É a outra. Mas é o costume. Visse? – fez de conta que não sabia a oração.
E dessa forma meteu o pau a cantar a reza que ela sabia muito bem.
Mulher:
--- Piedade, Senhor. Piedade. – cantava a mulher.
E a outra, não se conformado levantou do banco e marchou para frente com todo o ímpeto.
Outra:
--- Eu vou embora mesmo porque não tenho cara para ver tenta burrice. – disse a outra empertigada.
O pastor que viu a cena indagou a mulher segunda o que estava a ocorrer:
Outra:
--- Nada não seu vigário. É que eu esquecia a panela no fogo. – e dizendo isso se largou a correr.
O pastor ficou a olhar a mulher ele espantado com a esquisitice.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"DEUS" - 26 -

- VIOLONCELO -
- 26 -
TEORIA DAS CORDAS
O noviço Euclides de Astúrias ficou mais surpreso ainda com as explicações dadas pela Sacerdotisa Maja Magda a provar os seus conhecimentos como doutora entre muitos aspectos, de modo especial, na questão do multiverso, uma parte da ciência ainda não tão bem aclarada. Se a Sacerdotisa falasse por um tempo de um ano sobre a mesma forma, o noviço a escutava, alheio a tudo, com certeza. E era nessa perspectiva que o aluno se fez de tudo para ou as mais dramáticas explicações projetadas. E assim a Sacerdotisa falou:
Sacerdotisa:
--- Ao transformar o que parecia ser uma falha em uma virtude alguns teóricos se convenceram de que cada uma das múltiplas soluções da Teoria das Cordas pode representar um diferente Universo real. Em outras palavras, a Teoria das Cordas estava descrevendo o multiverso que era extremamente diversificado. Tanto da Teoria das Cordas quanto na inflação os diferentes Universos estão sendo produzidos e com eles diferentes quantidades de energia escura. Na verdade, de acordo com os cálculos a quantidade de energia escura teria uma variação tão grande de valores entre os diferentes Universos que estranhos números certamente apareceriam. Mas de dez anos depois de pesquisas sobre inflação eterna, o multiverso foi resgatado. Três linhas de raciocínio estavam apontando para a mesma conclusão: inflação eterna, energia escura e Teoria das Cordas. Da mesma forma que três pernas são necessárias para sustentar um banco, essas três ideias em conjunto sustentam o argumento de que se pode viver em um multiverso. Quando diferentes linhas de pesquisa convergem a uma mesma ideia, isso não significa que ela está certa. Mas se todas as setas apontam pra uma única ideia, ela se torna bastante convincente. Hoje em dia o multiverso é discutido calorosamente. Ainda restam muitos críticos. Mas os defensores do multiverso não estão mais sozinhos. Essas ideias são amplamente aceitas. Então, como seria viajar para alguns dos outros Universos? Alguns são totalmente diferentes do nosso, com propriedades diferentes de tudo o que conhecemos. Na verdade, alguns Universos do multiverso não têm luz, matéria ou quaisquer coisas reconhecíveis. Como há outros com características que se conhece. Mas a vida tem forma completamente diferente e se comunicando de formas muito bizarras. E se vós pudésseis conhecer Universos suficientes, encontrarias outros como o vosso. Como a Via Látea, o sistema solar, como a Terra. Mas com algumas pequenas diferenças. Em um deles haverá pessoas parecidas convosco. Mas capazes de fazerem varias coisas ao mesmo tempo. Entretanto, há algo muito mais estranho. Em algum lugar encontrareis cópias exatas do vosso Universo com réplicas de tudo e de todos. Vós haveis de perguntar como pode haver copias exatas no multiverso? Para entender, é bem simples: um exemplo é um baralho de cartas. É composto por cinquenta e duas cartas e quando distribuído cada jogador vai ter uma sequencia diferente. Ao longo de várias jogadas, em algum momento algumas combinações vão começar a se repetir. Com cinquenta e duas cartas há um número limitado que se pode formar. Se as cartas são distribuídas em infinitas rodadas é inevitável que combinações de repitam. Um princípio parecido se aplica ao multiverso. Isso porque de acordo com a lei da natureza os ingredientes essenciais da matéria ou partículas são como um baralho de cartas. Em qualquer região do espaço elas só podem ser organizadas em um numero finito de formas. Se o espaço é infinito, se existe um número infinito de Universos essas combinações hão de se repetir. Como cada um de nós é uma combinação especifica de partículas, em algum lugar existe uma cópia de vós, de mim e de todo mundo. Contudo, o multiverso é uma explicação conveniente demais para algo que não se entende, como a minúscula quantidade de energia escura no Universo e um imenso numero de formas possíveis para as outras dimensões da Teoria das Cordas. O Multiverso é uma possibilidade tentadora. Nos últimos séculos foram descobertas que a matemática fornece um guia seguro para a natureza das coisas que não foi capaz de ver, observar ou de se fazer experimentos. A matemática previu coisas como os buracos negros e certas partículas subatômicas muito antes que elas fossem observadas. E a matemática sugere que esses outros Universos existem. Nosso Universo nasceu perto de outro. Os dois podem ter se chocados. E essa colisão pode ter deixado sua própria impressão digital. Ondulação da radiação cósmica de fundo. Vós tereis descoberto tudo o que eu vos ensinei com o passar do tempo e atingir na verdade o tecido do cosmo. – concluiu a mulher.
O rapaz que estava de boca aberta para ouvir e entender melhor tudo o que a Sacerdotisa ensinou por mais tempo ainda assim ficou. Quando despertou do transe o noviço fez indagação sobre a questão de Deus, ser onipresente e onisciente na criação do Mundo:
Noviço:
--- E a questão de Deus? Foi Ele quem formou todas as coisas. No Céu, na Terra, nas estrelas. ... – questionou com ênfase o noviço.
Sacerdotisa:
--- Vós não questionais ciência e religião. Eu já vos disse antes. A crença na religião é um atraso de vida. De toda a vida. Acreditar-se em um Deus é um atraso para quem obedece a uma seita ou religião. Não se mistura ciência e religião. A ciência vai pela razão ou lógica. A religião é seguida pela fé. A fé e formar uma ideia de um só Deus ou mais de um. Santos,  Arcanjos, anjos. E assim por diante. A vossa religião aceita os Santos. Já em outras não se aceita. Os crentes não aceitam Santos. Os Santos são pessoas que viveram na vossa religião. Não nas dos outros seguidores da fé. A ciência vive por si. Entendes agora? – indagou a sacerdotisa.
Noviço:
--- É sabida essa parte da história. Santos são os que nós veneramos por espírito de santidade. Muito certa a vossa observação. – dialogou o noviço.
Sacerdotisa:
--- A ciência estuda os princípios do ser ou das coisas existentes. Na questão do Universo Paralelo a ciência busca uma confirmação. Imagine outro mundo. Um Universo diferente e um sistema solar exatamente como o nosso. Nessa Terra paralela vive uma cópia exata de vós. Podereis então vós viver a mesma vida, mas em outro Universo. Agora, imagine um Universo totalmente separado onde vós poderíeis estar vivendo uma vida um pouco diferente ao mesmo tempo em que vive esta vida. Pode parecer fantástico, incrível e impossível. Mas pode haver muitos outros Universos em nossa volta. E os melhores físicos do mundo tem como comprovar isto. O que se está experimentando é um choque existencial. Pode haver sim, Universos Paralelos. Esse assunto já está na cultura popular. O que se busca é ser uma realidade física. Novas descobertas incríveis sobre o tamanho real do Universo indicam tudo o que vemos não é tudo que existe. Há bilhões de outras galáxias no espaço cósmico. Notadamente existem quatro tipos de Universos Paralelos. Um tipo existe no espaço em que estamos. Mas fica tão distante que não podemos vê-lo ou alcançá-lo. Em outro cenário, múltiplos universos existem em gigantescas bolhas cósmicas de sabão à deriva no Mar cósmico de bolhas gigantes. – repensou a mulher.
Noviço:
--- É uma questão surpreendente, Eminencia. Não tenho a capacidade de entender tal fato. – falou o rapaz torcendo a sua cabeça para um lado e para outro
A Sacerdotisa o olhou com severidade e meiguice. Ao passo de alguns segundos tentou explicar.
Sacerdotisa:
--- Veja. Pesquisas revolucionárias mudaram toda a paisagem. Dados do espaço cósmico deram uma visão da cosmologia. Muitos Universos Paralelos ocupam o mesmo espaço e tempo que o nosso Universo. Mas como estão em dimensões diferentes são invisíveis. Em outra hipótese todas as leis da física são diferentes. Então, tudo parece completamente diferente. A questão está na Teoria das Cordas. Para se estabelecer as coisas simples, os físicos dividiram os universos paralelos em níveis diferentes. Conheça o universo paralelo nível um. Os físicos afirma que o Universo Paralelo nível um é apenas uma extensão do nosso próprio Universo. O Universo Paralelo nível um é baseado na ideia de que o Universo é infinito em tamanho. Sendo assim, existe uma cópia do Sistema solar, da Terra e de todas as pessoas viventes aqui. Mas para se chegar ao Universo Paralelo nível um ele está incrivelmente distante. Seria uma distancia imensa. É uma distancia tão absurda que nem podemos ver. A Teoria da Inflação explica como o nosso Universo se expandiu de modo repentino e maciço após sua criação. Veja bem. A criação não tem nenhum Deus. Foi como uma planta ao nascer. No inicio veio uma pequena folha. E depois, a grande árvore. Agora, iremos ao primeiro assunto: Na verdade, o espaço não é grande ou imenso. Ele é realmente infinito. Ele não acaba. Isso significa que não são apenas um, dois, três. Mas muitas outras regiões infinitas no espaço. Tão grandes quanto o nosso Universo. Mesmo o Universo que conhecemos é um espaço extraordinário. Essa ideia radical está gerando uma definição totalmente diferente dos cosmos. Com essas teorias está se chegando ao multiverso no qual ha mundos invisíveis. Mundos que não podemos ver. Mundos que não podemos tocar. Com a exatidão das teorias as consequências são sensacionais. Há um número infinito de outros Universos e de outras Terras e cópias infinitas de cada um de nós. Cada possível resultado para cada vida tem de acontecer. Em alguns Universos vós tendes exatamente a mesma vida. Mas em outros as coisas podem ser um pouco diferente. Tudo que é realmente possível ocorre realmente no Universo paralelo. Ou talvez nós não existamos em alguns desses Universos.  – explicou então a sacerdotisa.
Noviço:
--- Essa questão é então mirabolante. Se eu estou conversado como à senhora aqui, quem sabe, posso estar em outro Universo sem apenas ter a certeza da vossa Sacerdotisa está a minha procura? Não dá para acreditar! Eu prefiro seguir a linha da Santa Fé. – respondeu a jovem rapaz.
Sacerdotisa:
--- Vós podeis migrar por um buraco negro do vosso sol e saber se é ou não verdade a missão. – falou com graça a sacerdotisa.
Noviço:
--- Eu me assar nesse sol em brasa? Estás louca? Eu prefiro a minha pacífica solidão. – reclamou o noviço
Sacerdotisa:
--- Veja bem. Eu já vos disse ser possível se viajar pelo buraco negro do Sol. O Ufo segue direto. Ao chegar ao Sol abre-se uma frente e por ela o Ufo penetra. Já estamos acostumados a ir e vir pelo buraco nego solar. Uma estação muito maior que essa nave é habitada por seres superinteligentes e controla todas as passagens pelo Sol. Nós penetramos em um buraco negro e sair do outro lado desse buraco conhecido por buraco branco e então seguimos diretos para o seu outro Universo onde há uma terra igual a essa, com seres semelhantes a vós e a nós. Vós quereis ir em verdade? – indagou a Sacerdotisa
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

"DEUS" - 25 -

- MULTIVERSO -
- 25 -
MULTIUNIVERSO
O noviço Euclides de Astúrias continuava a seguir na companhia da Sacerdotisa Maja Magda os locais mais sombrios da nave-mãe onde podia se observar às oficinas dos consertos de naves, os restaurantes existentes, a parte de arte dos mais diversos povos, alguns pintores a trabalhar em suas artes, o ensino para os adultos, as artes maciais, a prática das oferendas entre outras coisas de maior importância. Viam-se nos diferentes locais homens, mulheres, crianças a aprender o canto e um maestro a ensinar. Partituras musicais as mais diversas de povos distintos e não sumérios e nem das existentes na Terra. Locais onde se cultivavam os alimentos naturais, com as hortaliças, cebolas, e até pepinos. Era uma verdadeira cidade em pleno coração da nave. Havia centros médicos, locais de experiências cientificas, fabricas de artefatos nucleares antimatéria e tudo mais do que se podia pesquisar com atenção. A certo instante o noviço indagou da Sacerdotisa:
Noviço
--- Existe vida de verdade em outro Universo? – quis saber de modo estanho.
A Sacerdotisa sorriu antes de falar para tal indagação estonteante. E então falou:
Sacerdotisa:
--- Existe sim. Em muitos lugares. Cada um mais distante. Por trás da nossa realidade existe um mundo fascinante meu garoto. – respondeu a Sacerdotisa.
Noviço:
--- Eu não posso acreditar. Aliás, eu não devo acreditar. Se existe outro mundo tudo leva a crer que nós não morremos de verdade? – indagou perplexo.
A Sacerdotisa então voltou a sorrir e tentou explicar:
Sacerdotisa:
--- Veja bem. O Sol é o vosso satélite. Ele dá calor. Mas no Sol existe um buraco negro. E por ele nós transitamos para novos Universos. -  tentou rever a Sacerdotisa.
Noviço:
--- Mas não pode. O Sol é um inferno. Ele é tão quente que até pode derreter qualquer corpo do espaço. – falou sem jeito.
Sacerdotisa:
--- Escute com atenção. Esse Sol é bem quente sim. Mas existem outros de maior grandeza. O Sol, ele é quente por demais. Porém, nem tudo é quente em todo ele. Na parte norte do Sol tem esse buraco por onde nós passamos independente de ser quente. Todo o que vós aprendeis sobre o Sol ou Universo está errado. Há o multiverso, meu rapaz. Nas escolas vos ensinam ser a Via Látea uma galáxia. Mas não se fala em bilhões de galáxias existentes no Universo. E como esse Universo é uma parte mínima do ser, vem então os outros Universos onde pode está até a vós. A noção de um Universo, mais um tudo até parece impossível. Mas a se ver além do nosso sistema solar, além da Via Láctea, além mesmo de outras galáxias distantes descobre-se que existe mais. E muito mais de um só Universo. Isso quer dizer que o nosso Universo não está sozinho. Outros Universos existem. E eles nascem a todo o tempo. Quem dizer que estamos vivendo em um mar de Universo em multiplicação. Esse é o Multiverso. Se fosse possível visitar todos os Universos que se pode observar a matéria conhecida não existe. Outros têm as suas galáxias, estrelas até mesmo um planeta que parece familiar. Apenas diferente dos outro planeta. Pode mesmo até haver um Universo onde existe algum lugar onde tudo  é idêntico ao que sabemos existir. Os físicos tendem não fazer perguntas como sobre metafísica ou mesmo religião. Se vós me perguntais por que não religião eu vos direi; Esse é a fase critica da questão. Religião é um atraso da mente. Quando nós estivemos aqui, na Terra, os seres viventes nos chamaram de “deuses”. E em tempo depois, surgiu um homem que o povo intitulou de Deus. Esse homem foi Jesus. – falou a Sacerdotisa.
Noviço:
--- E Jesus não é Deus? – indagou perplexo o aluno.
Sacerdotisa:
--- “Tu dizes. Eu o Sou”. Foi a sua resposta. Ele costuma dizer que o Deus está dentro de vós. Por isso ele logo disse. Ele era Deus da forma como vós sois. – falou a sacerdotisa.
Noviço:
--- Eu costumo interpretar completamente ao contrário o termo. Muito embora eu mantenha as minhas dúvidas. – relatou cheio de dúvidas.
Sacerdotisa:
--- Muito Bem. Agora vamos seguir a história do Multiuniverso, pois não? – a sacerdotisa abriu bem os olhos a sorrir
O noviço sorriu e se pôs a ouvir o relato.
Noviço:
--- Sou todo ouvido. – respondeu o rapaz a se ajeita no assento do pequeno carro.
Sacerdotisa:
--- Por mais exótico e estranho que o multiverso possa parecer, um número cada vez maior de cientistas da Terra acredita que ele venha ser o último passo de uma série de reformas radicais na vossa visão sobre o Cosmos. Houve um tempo de se acreditar a Terra no centro do Universo. E todo o resto girava em torno da Terra. Mas cientistas como Galileu e Copérnico se mostraram que o sol e não a Terra estava no centro do vosso sistema solar. E esse sistema solar é apenas um pequeno bairro na periferia de uma galáxia gigantesca. A Via Láctea é uma em centenas de bilhões de galáxias que compõem o Universo. A ideia de multiverso é bem parecida. Surge apenas uma mudança rápida na perspectiva do cosmo. Várias descobertas impressionantes sugerem realmente que vós podeis ser parte do multiverso. Com essas hipóteses se trabalhou durantes centenas de anos. Se existisse um Multiuniverso então estávamos dispostos a descobrir o caminho. E esse caminho existe. E o Sol é um dos astros que nos dá proporções para se chegar ao nosso habitat natural em outra dimensão. Falava-se com uma explosão muito violenta dando início a formação desse Universo. E ao longo de bilhões de anos o Universo esfriou e se aglutinou permitindo a formação de estrelas, planetas e galáxias. Como o resultado dessa explosão o Universo continua se expandindo até o momento. Mas se fosse possível passar a história do Universo ao contrario até o começo de tudo, a teoria da grande explosão não disse nada do que arremessou tudo para fora. Então, qual foi o combustível dessa explosão violenta? Que força pode ter arremessado tudo para fora? E tais respostas colocaram os cientistas, cara a cara com o multiverso. E então nós descobrimos que no ambiente extremo do Universo a gravidade podia atuar ao contrário. Ao invés de aproximar os objetos essa gravidade repulsiva afastaria tudo de si há grande expansão. Ao descobrir essa gravidade repulsiva os cientistas levantaram a hipótese da grande explosão. Era uma força tão poderosa que pegaria um espaço tão pequeno e expandi-lo para o tamanho da Via Láctea em menos de um bilionésimo, de um bilionésimo de um piscar de olhos. Depois dessa curta explosão para fora o espaço continuaria a expandir. E se chamou esse estouro de expansão de “inflação”. E então se explicava o que fez com que o universo se expandisse. A poderosa gravidade repulsiva da “inflação” era o inicio ao contrário da grande explosão. Então estava começando a radiação cósmica de fundo. São os próprios vestígios de calor da grande explosão. E ficou comprovada a inflação do Universo. O nosso Universo não estava sozinho. Como uma região do espaço poderia sair da “inflação”? Mas acontece que o fim da inflação não acaba em todos os lugares ao mesmo tempo. Então ela está acontecendo em alguma parte do espaço. Nesse cenário, o big band não é um evento único que aconteceu. Várias explosões aconteceram antes da nossa no Universo. E inúmeras outras acontecerão no futuro. Novas grandes explosões estão sempre acontecendo. Novos Universos estão sempre nascendo criando o multiverso em eterna expansão. E essa “inflação” pode não acabar nunca a gerar um Universo atrás do outro. E tal ideia ficou conhecida como inflação eterna. O espaço se expande em enorme velocidade com descargas de energia com energia estática em escala cósmica. E quando as descargas então acontecem toda a energia é rapidamente transformada em matéria. Esse processo é o nascimento de um novo Universo. Dentro desses novos Universos o espaço continua se expandindo e são formadas galáxias e planetas. O no restante do Universo se encontra muita energia não liberada. O mesmo está se expandindo numa velocidade enorme. Mais espaço em expansão, mais energia para ser liberada.
Noviço:
--- Puxa! Como a senhora é sábia! Toda essa explicação me deixa tonto! – falou surpreso.
Sacerdotisa:
--- Não é ser Sábia. São anos de estudos. No nosso planeta, como vós podeis tê-lo visitado, não é um todo. Aqui dentro, temos um pequeno núcleo do que se faz caro noviço. – falou a mulher. E prosseguiu.
Sacerdotisa
 
--- A inflação não dura para sempre em todos os Universos. Ela é de uma durabilidade mais em alguns do que em outros. Após dez anos a ideia do multiverso ganhou o apoio inesperado de duas áreas da ciência completamente diferentes. Uma delas era a chamada Teoria das Cordas criada para explicar como o Universo funciona nas menores escalas. A outra foi uma descoberta impressionante feita por astrônomos que exploravam o Universo nas maiores escalas. Uma descoberta que é totalmente misteriosa que tem a ver com a expansão do Universo. Tal expansão não está desacelerando. Ela está acelerando. Algum tipo de energia no espaço deve estar afastando as galáxias umas das outras, acelerando a expansão. Essa é a singular energia escura. A força dessa energia escura é ainda mais surpreendente. É a formação de um multiverso. Se realmente vivemos em um multiverso, a energia  escura pode não ser tão misteriosa no final das contas. Uma teoria inovadora surgida do estudo no Universo na menor escala. É sabido que dentro de átomos existem pedações de matéria ainda menores: os prótons e átomos que são compostos por partículas ainda menores chamadas de coach. Mas esse não é o fim da linha. As partículas subatômicas podem se compostas ainda de algo menor. Minúsculos filamentos ou anéis vibrantes de energia chamadas de Cordas. Esse conjunto de ideias tem o nome de Teoria das Cordas e afirma que tudo que existe é composto por esse único tipo de ingrediente. Essa teoria abre caminho para a teoria do multiverso. A teoria das cordas desperta que no espaço se precisa de nove dimensões em lugar de três. Em cada ponto do espaço se encontra outras dimensões do espaço enroladas em pequenos nós que não se pode ver por serem muito pequenos. A forma dessas outras dimensões determina as características fundamentais do nosso Universo

"DEUS" - 24 -

- A TERRA -
- 24 -
UNIVERSO
Enquanto o rapaz percorria o infindo satélite mãe em companhia da sacerdotisa Maja Magda, os debates entre o Monge Ambrósio e o Sacerdote Ótaka prosseguiam sem momentos para terminar. O Monge tinha sido chamado para por fim a desigual situação entre o Planeta Nibiru e a Terra. Foi da Terra que os Governos de alguns países acionaram bombas atômicas para destroçar o Nibiru. Este a se ver ameaçado aniquilou os torpedos com bombas antimatérias. E essa conversa prosseguia a falar então o Sacerdote Ótaka dando ênfase ao Universo. Nessa hipótese o Sacerdote Ótaka falou ter o planeta Terra com o seu fim mais próximo aos vinte e seis milhões de anos.
Ótaka:
--- Haverá chuva periódica com enorme explosão. Tudo om milhares de quilômetros perecerá. – falou com brio o Sacerdote.
Monge:
--- Então haverá ondas gigantescas? – empalideceu o monge.  
Ótaka:
--- Um calor enorme. Incêndios por todo o globo. E depois, escuridão! – falou com entusiasmo.
Durante milhões de anos imensos objetos espaciais tem se chocado contra a Terra com resultados desastrosos. Um impacto das águas na península de Iucatã, México, teria causado a extinção dos dinossauros há sessenta e cinco milhões de anos. Mas não foi a primeira extinção em massa no Planeta e, provavelmente, não será a última. Para alguns cientistas esses períodos de morte e destruição ocorrem regularmente. Essas extinções ocorrem segundo um cronograma. A extinção periódica é causada por uma estrela anã vermelha que espreita na borda do sistema solar. Uma estrela chamada de Nêmeses, uma companheira desconhecida do Sol. A estrela desloca-se de um a três anos luz a partir do centro do sistema solar traçando uma órbita elíptica. Quando Nêmese fica mais próxima do Sol a cada vinte e seis milhões de anos sua órbita atravessa a nuvem Oort uma coleção de trilhões de cometas que cercam o sistema solar. E ao fazê-lo perturba a ordem do sistema. A perturbação gravitacional causada por essa pequena estrela faz com que cometas a muito estáveis saiam de suas órbitas na nuvem Oort. Atraídos pela gravidade do Sol, um bilhão de cometas se precipitam em direção ao sistema solar interno. Alguns, inevitavelmente se encontram com a Terra causando enormes impactos e extinções  em massa. A ideia de que o Sol tenha uma estrela mortal como companheira é controvertida. Para a maioria dos cientistas o Sol é uma estrela solitária. Mas no Universo, estrelas em duplas e até em trios agrupadas pela gravidade são a norma. Mesmo que o Sol tenha uma companheira, os astrônomos nunca observaram um sistema binário em que as estrelas estejam tão distantes como se afirma que o Sol e Nêmeses estariam. Era preciso provar que Nêmese existia. Então a NASA lançou um projeto com o potencial de desvendar esse mistério. O equipamento da NASA usava dois telescópios com radiação infravermelha para varrer o Universo em busca de estrela desconhecida.
O equipamento se concentrou em corpos difíceis de encontrar nessa galáxia e suas proximidades. E já produziu mais de dois milhões de imagens. Se Nêmese existisse o equipamento deveria ter detectado. Mas o projeto nunca encontrou a real descrição. Outra possibilidade é que Nêmese é uma anã marrom. Essas estrelas fracassadas são bem menores que as anãs vermelhas. Como tem órbita muito elíptica uma anã marrom permaneceria longe da Terra a maior parte do tempo e fora do alcance dos astrônomos:
Monge:
--- É o tal negócio. Se a estrela Nêmeses não foi localizada, o mesmo ocorre com o buraco negro do Sol. Pode haver algum buraco. Mas não se pode chegar a outro Universo. Já tenho ouvido dos cientistas da Terra histórias surpreendentes de buracos negros aqui e ali. Tenho ouvido até a existência de buraco branco, uma saída para o astro que entra em um buraco negro. Mas esta questão é um autêntico conto de carochinhas – falou o Monge com a sua cabeça apoiada nas mãos.
Ótaka:
--- Caro Monge. Estamos num embate formidável. Mas, não dirimindo as dúvidas então vamos aos pontos básicos da visita de sua Eminencia. Mesmo disposto a debater convosco por milhares de anos temos que verificar a questão pendente. E essa questão é o bombardeamento da na Nibiru. Nós sabemos que vossa Eminencia toma conta do Observatório da Serra. Isso de há muito. Quando vimos os senhores Governantes projetarem um terrível impacto como o nosso sistema, eu, por exemplo, não alimentei dúvidas. Haveria apenas um personagem em quem confiaria essa questão. Por isso vos chamei para um dialogo. E sendo assim, vossa Eminencia conclamaria os notáveis Governantes para cessarem esse embate. E cuidaremos de por a salvo seus equipamentos de rádio e de televisão os quais foram interrompidos por nós. O que tendes a dizer? – falou Supremo sacerdote.
Monge:
--- Mas logo eu? Eu nunca tive questão com esses tais governos. Eu tenho sim. Um Observatório para apenas vasculhar o espaço em busca de estrelas ou coisa mais. A questão do bombardeio, eu tive a informação de que haveria algo. Mas não me disseram que era bombardeio atômico. É uma pena. Mas é a pura verdade. – falou o monge a procura de outro fulano de tal.
Ótaka:
--- É pura verdade. E por isso, por não estar envolvido na questão e por isso é o mais indicado para falar com os governantes. Sendo um sacerdote, é bem melhor para se acreditar em vossa palavra. O que me diz? – falou o teólogo das estrelas.  
O dialogo se prolongou por varias horas sem se chegar a um acordo global. Era um sim e um não de ambas as partes até se chegar a um entendimento capaz. O monge falaria por um circuito de televisão e rádio abertos naquele momento. O Monge solicitaria o apoio incondicional do todos os Governantes com o propósito de se assinar a paz no mundo Terra. E por fim houve entendimento com a palavra do Monge erudito. Assim, foi o começo:
Monge:
--- Ilustres Governantes da Terra. Quem vos fala é o Monge Ambrósio de Escócia, responsável pelo Observatório da Serra do Mosteiro São Simplício. Saúde e Paz com a Graça do Senhor Deus do Universo. Eu estou em missão de paz. E vejo que todas as fontes de áudio e televisão estão cobrindo o meu falar. Vejo em cada qual o interesse do que eu vou dizer. Planeta Terra. Até onde sabíamos era o único planeta do Universo a existir vida. Pois bem. As perguntas são fáceis de identificar. E as respostas estão num passado remoto da Terra. Nós voltaremos no tempo e veremos os primeiros humanos a povoarem a Terra. Precisamos voltar no tempo em que a Terra nasceu. Só assim se pode montar o quebra cabeça da incrível história desse planeta e descobrir o porquê de tudo isso e porque nós estamos aqui. Nossa jornada a quase cinco bilhões de anos atrás. Apenas uma estrela recém-nascida. O nosso Sol rodeado por toda a poeira que o trouxe. E dessa poeira teve origem a Terra. Seria quase impossível que um planeta fosse formado de poeira e rochas. Durante milhões de anos a gravidade juntou essas rochas para formar o Planeta Terra. Mas a 4 bilhões e 500 milhões de anos nosso planeta parece mais com um inferno do que com o nosso lar. Passaram-se milênios quando a vida surgiu nas águas do mar. Vidas microscópicas. A formação do planeta estava pronta. O oxigênio surgiu. Três bilhões de anos.. E nos próximos dois bilhões de anos o nível de oxigênio continua aumentado. O planeta gira de forma devagar com os dias mais longos. Nosso planeta, uma bela esfera azul, é formado de ilhas vulcânicas. Há um bilhão e meio de anos abrigava formas de vida primitivas. Há quatrocentos milhões de anos o nosso continente é formado. Para encontrar vida aqui precisamos avançar no tempo. Então agora a Terra está despertando e a vida vai nascer. E floresce nos oceanos. O avanço da vida se torna incontrolável. Após um longo caminho percorrido se chega até o homem. O homem entre peixes, plantas e uma libélula. A vida conquista o Planeta. Passaram-se trezentos milhões de anos. E o Homem surgiu após um tempo de um milhão e meio de anos. Começa aqui e agora. O Mar Vermelho é estreito para um pequeno grupo atravessar. Era o homon sapiens. E nessa casa surgiram também os Sumérios. Homens vindos do Céu. Vieram e cultivaram a nossa Terra. Agora, eles estão de volta. E pedem o favor de poder habitar entre nós como amigos, como irmãos. Eles vieram de longe. E chegaram para tão perto de nós. Aos Governos da Terra eu peço a gentil paciência com esse povo. Uma vez eles formaram os núcleos de civilização. E então, agora pedem para ficar e formar também, conosco os novos núcleos na Terra. Aos países beligerantes eu vos peço agora a abaixar as armas. Amem. Deus seja louvado! – concluiu o Monge o seu apelo.   
Logo após o pronunciamento do Monge Ambrósio de Escócia houve um repleto diálogo entre os ocupantes da rede televisiva englobando China, Israel. EUA, França, Inglaterra e Rússia, as quais formaram o campo de detonação das bombas nucleares em direção ao Planeta Nibiru. Os artefatos nucleares falharam por causa do contra arremesso de outros petardos antimatérias feito por Nibiru aniquilando o armamento agressor e dizimando por completo tornando tudo em nada. O antimatéria tem o poder destrutivo de aniquilar a matéria. Outros petardos agressores nunca foram dirigidos para o Nibiru, pois a carga antiatômica o dizimaria igualmente. Na televisão, os Governantes dos seis países envolvidos na sua proteção discutiam por demais quem era o Monge a discursar e de onde ele falara. Pouco ou quase ninguém sabia relatar de próprio o seu paradeiro. Apenas os Estados Unidos sabia, por alto, que seria o Monge Ambrósio de Escócia visto ter ele o cuidado de informar algo quando aparecia do Céu. Logo após os Governantes discutiram a forma de se aceitar ou não o pedido de se permitir ficarem os Sumérios em solo terrestre para o respeito do seu povo. Sabia-se do poder de fogo dos sumérios e Israel, não se importando com o caso, foi de imediato contra. O fato gerou uma celeuma interminável com os outros cinco países. A China, por sua parte concordou em se deixar os Sumérios permanecerem no ponto desejado. A França ficou de coçar a cabeça e se obteve em votar. A Rússia foi favorável, desde que o povo Sumério não invadisse seu território. A Inglaterra votou contra. Com o impasse gerado cabia aos Estados Unidos votar no desempate. E com isso se suspendeu a sessão para logo depois. O voto de minerva ainda estava longe de se aceitar. Israel foi duramente cesurado por ter votado contra em bloco. A França foi mais amena e até poderia rever a sua posição. A Inglaterra decidiu rever o caso. O bloco formado por seis países era de um fracasso total. Se admitir outro não era possível. Poderia ser Japão ou um país do Islam. Esse estava de fora do arremesso de bomba. A questão se resumia apenas os seis. E não se via acordo com um sétimo país. Os Estados Unidos eram uma forte potencia. A China já havia se pronunciado. E de sua base no satélite artificial, à nave mãe, os Sumérios ficaram com atenção redobrada. No ultimo caso haveria guerra. O Monge falou ao Sacerdote Ótaka.
Monge:
--- Não! Pelo amor de Deus! Guerra não! Vamos conversar! Essa bosta do Israel foi um desacerto total. – falou totalmente decepcionado.