quarta-feira, 31 de julho de 2013

"DEUS" - 23 -

UFOS
- 23 -
MONGE
A nave interplanetária seguiu o seu curso em velocidade tremenda, porém não sentida pelos seus dois passageiros, pois a atividade era apenas visível por quem a avistasse. O Monge Ambrósio e o seu noviço De Astúrias permaneciam sisudos a  olharem ao derredor como se estivessem preocupado com o tempo de viagem. O monge não tirava da cabeça o que deixara para trás: o Observatório da Serra. E contra isso resmungava constante como se fosse um bonequinho esquecido em cima da coberta da cama. Os três tripulantes, homens severamente altos, desapareceram incontinente ao penetrar na nave. No salão não havia nem a alma de alguém. Nem mesmo o barulho de alguma máquina se escutava. A estrutura do disco era hermeticamente fechada não se divisando nada no seu exterior. A iluminação do salão da nave era amplamente total e se divisava o mínimo detalhe se houvesse. Se houvesse uma vertiginosa velocidade para a direita ou para a esquerda, disso o Monge não saberia dizer. Apenas se surpreendeu quando um telão caiu logo à sua frente e apareceu a imagem desconhecida de alguém. O Monge se estarreceu de momento e uma voz seca e quase abafada surgiu no ar.
Comandante:
--- Sejam bem vindos à casa dos Sumérios, senhores. Eu sou o Comandante Andro. Ao meu lado estão os demais assessores Isis e Remo. Nós agradecemos a sua presteza em oferecer seu decisivo apoio a nossa causa. Como os senhores já ouviram relatar em tempos remotos, nós, os sumérios já visitaram o vosso planeta há milhares de anos. E continuamos a fazer as nossas costumeiras visitas. Como podemos ditar, nós os sumérios, viemos do planeta Nibiru. Não fosse a ação nefasta de alguns governantes da Terra, o nosso planeta terminaria no caos. Mas os Governantes por hora envolvidos com a ação não contavam com os nossos armamentos dominantes. Nós desfizemos as bolas atômicas por eles mandadas com um simples artefato de antimatéria. E não sobrou vestígio algum dos que foram dirigidos ao nosso planeta. Nós não queremos guerra. Apenas o direito de habitar o vosso planeta. Por isso eu vos convido a entender melhor o estado dos nossos habitantes. – falou o comandante Andro
O Monge Ambrósio de Escócia nada falou por estar preocupado até demais com o seu Observatório e o tormento causado a central de Roma onde ninguém sabia de nada. A ocorrência viera do comandante Andro e apenas o Monge Ambrósio sabia deferir o ocorrido. Com a cabeça atormentava e a nave a viajar e ele não sabia para onde, apenas fez menção de aceitar a missão de forma incontinente. Afinal os Sumérios foram povos os quais habitaram o seu território desde há tempos infindos. E se estavam de volta, então era preciso conhecer a sua verdadeira arte. O Comandante Andro continuou a conversa alegando ter o Monge a oportunidade de clamar aos Governos para por fim as atuais desavenças. E dito isso o Comandante se despediu a relatar ter o Monge à oportunidade de ver a imensa astronave a ser acolhida por ele.
Comandante:
--- Vós podeis ver em instante quão pequena é essa nave em comparação com a que vos acolherá. – falou o comandante Andro.
Na escuridão do Universo, os dois Monges nem imaginavam ter aquela nave a pequenez em tamanho de uma nave mãe de proporções descomunais. Eles sem dúvidas eram apenas crianças diante de um imenso Universo ancião. Era a tentativa de encontrar o homem do espaço e procurar seu significado nas estrelas. O Monge a procurar do significado da vida não a tal que ele a tão bem conhecia. Aquele era sem duvidas um fenômeno natural e sombrio. Os extraterrestres estavam enfim no nosso quintal. A possibilidade de vida em outros planetas sempre o deixou intrigado. E as imagens de objetos estranhos deixavam incrédulo o pobre Monge. As aparições de Ufos sempre deixaram o Monge pasmado. Ele os avistara, então, como bolas de bilhar. Mesmo assim, nunca dissera algo nesse sentido a ninguém. E no instante final de sua vida, Ambrósio foi despertado por uma fantástica missão. Os extraterrestres não eram feios. Até mesmo eles eram belos, apesar de sua altura descomunal. A jovem moça Isis era um exemplo disso. Pele alva no seu rosto. Maciez incrível. Olhos normais parecendo os de uma sacerdotisa. Boca suave e de resto o Monge nada podia falar. A roupa de um amianto ou seda ocultava todo o seu complemento. As inertes e obscuras luzes brancas, vermelhas, amarelas e azuis chegavam a um ponto onde o Monge podia adivinhar:
Monge:
--- Já estamos chegando ao termo de nossa missão. – disse ele murmurando ao noviço cheio de temor.
O noviço nada respondeu. Ele se agachou na espécie de poltrona a descer até o fim.
Muitos dos quais invisíveis a olho nu, os Ufos aterravam e levantavam vou a qualquer instante. Assim eram os quais a vagar circunspecto e pleno de temor o Monge Ambrósio e o noviço Euclides de Astúrias por entre estranhas luminosidades candentes. Era um novo leque nas dimensões dos Discos. Era esta descoberta a reveladora de seres viventes do espaço. As criaturas espaciais. Uma forma de vida invisível à simples visão. Essas espaçonaves viajavam a alta velocidade em suas missões. A existência de naves era conhecida de há muito pela NASA e outros países do Ocidente. Porém nunca divulgada.
Ao chegarem ao centro da nave mãe, os convidados foram recebidos pelo alto comando do supremo Exército dos emblemáticos Sumérios e logo apresentados à autoridade maior presente, o Sacerdote Ótaka e à Sacerdotisa Maja Magda. O Monge Ambrósio fez as suas reverencias pessoais seguidas por seu auxiliar, o noviço Euclides de Astúrias. Dai em diante o grupo seguiu para um salão amplo e oval onde o Sacerdote Ótaka dialogou com o Monge a explicar aquilo que os Sumérios estavam despostos a fazer. A nave mãe era um gigantesco aeroporto onde trafegavam dezenas de naves espaciais a todo instante.  Na verdade era um campo coberto por onde todos os acadêmicos transitavam. Era impossível de medir o seu tamanho. Por conta disso a nave-mãe não podia sequer se aproximar da Terra. Com relação ao buraco escuro existente do lado de cima do Sol, esse de fato existia e por ele se transitava de um Universo a outro. Nesse segundo Universo podem existir outros seres iguais aos se estava vendo na real circunstância. Todos nós podemos estar existindo vidas múltiplas e paralelas. Os Universos paralelos de fato existem a podem decidir o destino da humanidade.
Esse foi o início da conversa entre o Sacerdote Ótaka e o Monge Ambrósio. A sua nave-mãe era habituada a cruzar o espaço passando por uma abertura no Sol e penetrando em um buraco negro a sair em outro Universo. Esse era um caso da física muito pouco conhecida pelos cientistas da Terra. Milhões de Sumérios estava vivendo nesse outro Universo. Mesmo assim, no caso da Terra, eram os que habitavam em seu planeta natural. Essa gente já estava acostumada a viver nesse local e, embora talvez existisse outro igual, os da Terra desistiram da segunda missão ou segunda vida. Mesmo porque eles podiam desaparecer de um momento para outro ao cruzar com o seu semelhante do outro Universo:
Monge:
--- Mas isso é impossível, Sacerdote! – reclamou atarantado o Monge.
O Sacerdote Ótaka sorriu e deixou o tempo esfriar para poder responder.
Ótaka:
--- Impossível, mas provável. Se vós quereis saber poderás ir ao local e cientificar a verdade! – relatou com expressiva emoção o Sacerdote.
E o Monge se benzeu dizendo por amor ao desconhecido:
Monge:
--- Deus me livre de tal coisa! – argumentou com pressa e se benzendo o Monge.
Ótaka:
--- Nós outros estava a argumentar por fé ou por razão? – indagou a sorrir o Sacerdote.
Monge:
--- Eu creio que por fé. – respondeu atrapalhado o Monge.
Ótaka:
--- Por razão caro Monge. Por razão! – explicou o Sacerdote ao amedrontado homem da fé.
O Monge Ambrósio se coçou todo por sua inquieta posição frente ao Sacerdote. E esse prosseguiu:
Ótaka:
--- Os duplos cosmos existem além dos limites do Universo conhecido. Mesmo num Universo infinito ocorrências extremamente improváveis são possíveis. A Terra é uma enorme pilha de pedras assim como o corpo humano é uma enorme pilha de átomos. Como esses átomos são arranjados no espaço determina quem e o que são os humanos. Quanto maior for o padrão o ser humano terá que ir para encontrar uma repetição. Se for procurado bem longe se encontra uma cópia exata, por exemplo, do senhor Monge, com certeza. Esse é o seu clone cósmico. No microcosmo bem logo abaixo de nosso eu onde nada assim parece existir. – falou de vez o sacerdote Ótaka.
Tais explicações deixaram perturbado o astrônomo Ambrósio de Escócia. Ele já chegava ao limite da sua compreensão humana tal explicação pormenorizada. E quanto viesse explicações mais confusas era para a sua tacanha mente. Homem legado as doutrinas cristãs, por mais que se exigisse ele não aceitava viver em duas vidas ao mesmo tempo. Era assim como ele se fosse um cristão e, ao mesmo tempo, um ateu. Já bastava ser um astrônomo e nada mais.
Monge:
--- Vamos com calma! Aonde sua Eminencia que chegar, por favor! – relatou com ênfase o Monge a balançar as suas duas mãos para frente e para trás.
O Sacerdote sorriu com vagar perante o desespero do Monge em alcançar as suas pueris explicações. Sentado em uma única mesa os dois cavalheiros se vigiavam a um só modo para não perder o desatino da explicação. O relógio do tempo corria a um único modo e cada qual se explicava de uma forma bastante esquisita sobre a questão do buraco disforme existente do Sol. Há certo tempo, a sacerdotisa Maja Magda ao verificar o noviço sempre a bocejar, com certeza, de sono o chamou a passear pelo recinto onde tudo parecia estranho para o moço. Apesar da diferença dos tamanhos entre ambos, o noviço aceitou o convite, pois aquela discussão levaria horas a fio para terminar. E os dois caminharam a sentar em um carro navegador e percorrendo o amplo recinto onde estavam os guardas bem armados atentos a todo instante. O noviço, a certa altura indagou à sacerdotisa:
Noviço:
--- Afinal, onde estamos? – indagou pleno de medo o rapaz.

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